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25 setembro, 2013

Mensagem em Vídeo: FAMÍLIAS PROFÉTICAS EM ADORAÇÃO PROFÉTICA (Pb. Éder Carvalho)


Ministração do lançamento do livro “Repensando o Nosso Louvor”.
Local: AD Sede Jlle
Data: 11/08/2013 (Dia dos pais)
Assista ao vídeo de toda a ministração, incluindo:
      1)      Palavra de abertura pelo Pr. Sérgio Melfior
      2)      Breve exposição do livro “Repensando o Nosso Louvor”
      3)      Mensagem
      4)      Execução do louvor “Vinho Novo”
      5)      Oração final

Seja abençoado e edificado pela Palavra de Deus.

Abaixo também exponho o texto completo da mensagem, incluindo a passagem bíblica de referência:
FAMÍLIAS PROFÉTICAS EM ADORAÇÃO PROFÉTICA
Josué 24:1-8; 14-16; 22-27
Texto bíblico:
1Depois Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel. Chamou os conselheiros, os líderes, os juízes e os oficiais de Israel, e eles se apresentaram diante de Deus. 2Então Josué disse a todo o povo: O Senhor, o Deus de Israel, diz isto: “Há muito tempo, os antepassados de vocês viviam no outro lado do rio Eufrates e adoravam outros deuses. Tera, um desses antepassados, era pai de Abraão e de Naor. 3Porém eu tirei Abraão da terra que está do outro lado do Eufrates e fiz com que ele andasse por toda a terra de Canaã. Eu lhe dei muitos descendentes: a Abraão eu dei Isaque, 4e a Isaque dei Jacó e Esaú. A Esaú eu dei, para ser sua propriedade, a região montanhosa de Seir; porém Jacó e os seus filhos desceram até o Egito. 5Depois enviei Moisés e Arão e fiz uma grande destruição no Egito. Nessa ocasião tirei vocês de lá. 6Fiz com que os seus antepassados saíssem do Egito, e eles chegaram até o mar Vermelho. Mas os egípcios os perseguiram até o mar, com carros de guerra e cavaleiros. 7Então os israelitas me pediram socorro, e eu fiz com que uma escuridão os escondesse dos egípcios. E mandei que o mar caísse em cima dos egípcios e os cobrisse. Vocês viram o que eu fiz com o Egito. Depois vocês viveram no deserto por muito tempo. 8“Então eu os levei para a terra dos amorreus que moravam a leste do rio Jordão. Os amorreus os atacaram, mas eu dei a vitória a vocês. Vocês tomaram posse da terra deles, e eu os destruí diante de vocês. [...] 14Josué terminou, dizendo: Portanto, agora temam a Deus, o Senhor. Sejam seus servos sinceros e fiéis. Esqueçam os deuses que os seus antepassados adoravam na Mesopotâmia e no Egito e sirvam o Senhor15Mas, se vocês não querem ser servos do Senhor, decidam hoje a quem vão servir. Resolvam se vão servir os deuses que os seus antepassados adoravam na terra da Mesopotâmia ou os deuses dos amorreus, na terra de quem vocês estão morando agora. Porém eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor. 16O povo respondeu: Nunca poderíamos pensar em abandonar o Senhor para servir outros deuses! [...] 22Então Josué disse: Vocês mesmos são testemunhas de que escolheram servir o Senhor. Sim, somos testemunhas! Responderam eles. 23E Josué continuou: Então joguem fora os deuses estrangeiros que estão com vocês e prometam que serão fiéis ao Senhor, o Deus de Israel. 24O povo disse a Josué: Serviremos o Senhor, nosso Deus, e obedeceremos aos seus mandamentos. 25Assim naquele dia Josué fez um acordo para o povo e ali em Siquém lhes deu leis e regulamentos. 26Josué os escreveu no Livro da Lei de Deus. Em seguida pegou uma grande pedra e a colocou ali debaixo da árvore sagrada, no lugar onde adoravam a Deus, o Senhor27E disse a todo o povo: Olhem para esta pedra! Ela será nossa testemunha. Ela ouviu todas as palavras que o Senhor nos tem falado. E também será testemunha contra vocês, para evitar que abandonem ao seu Deus.

FAMÍLIAS PROFÉTICAS EM ADORAÇÃO PROFÉTICA
INTRODUÇÃO
Siquém era um local histórico para o povo de Israel. Foi ali que o Senhor prometeu pela 1° vez a terra de Canaã a Abraão (Gn 12.6-7), e onde Jacó destruiu os ídolos mesopotâmicos (Gn 35.2-5).[1]
Do outro lado do rio Eufrates, os ancestrais dos israelitas, bem como na própria terra de Canaã, os amorreus – de forma geral – adoravam falses deuses. Possivelmente Astarote e os baalins. A terra onde estavam agora era infestada de idolatria. Josué já estava com idade avançada. Quem poderia assegurar que nos anos vindouros o povo não iria prostrar-se diante dos falsos deuses dos amorreus? Josué bem conhecia a tendência que Israel tinha a isso com base no próprio histórico dos israelitas. Aliás, naquele exato momento haviam ídolos escondidos entre os pertences de muitas famílias hebreias (“então joguem fora os deuses estrangeiros que estão com vocês” – v.23). É neste contexto que Josué diz ao povo: “...eu e a minha casa serviremos ao Senhor”, por volta do ano 1372 a.C.[2]
Cabe aqui uma breve reflexão sobre esta frase. Sobre as palavras “servir” e “adorar”, podemos dizer que apesar de serem levemente distintas, elas caminham juntas pelas páginas da Bíblia Sagrada. Jesus, em resposta ao tentador, disse: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4:10). O verdadeiro adorador é também fiel servo do Senhor. É possível ser servo sem ser adorador (como um escravo que serve seu senhor por que não tem outra opção), mas é impossível ser adorador sem ser servo do Senhor.
Se quisermos seguir o exemplo de Josué, precisamos fazer com Deus o compromisso de adorarmos e servirmos fielmente ao Senhor para todo o sempre, independente das circunstâncias ao nosso redor. Ainda que a sociedade se corrompa e dê as costas para Deus, a Igreja do Senhor o adora e o serve em família.

1) A adoração em família tem fundamentação histórica – passado (vs.2, 3, 4, 11). O discurso de Josué faz alusões ao passado, ao presente e ao futuro da nação israelita. Sobre o passado, Josué menciona Abraão, Isaque, Jacó... A adoração marcou a história desse povo, a começar pelo exemplo de Abraão, que abandou a idolatria de seu pai e levou sua família à adoração ao Senhor – Yahweh. Deus marcou o passado do Seu povo.  
Da mesma forma Ele marcou o nosso passado.
Davi diz: “Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão” (Sl 23:6). No dia em que entregamos nossa vida ao Salvador Jesus em verdadeira atitude de fé e arrependimento, Ele nos perdoou os pecados e nos deu uma nova vida. Por mais negro que possa ser o passado de um crente salvo pela graça, ele não consegue mais vê-lo, pois quando olha para trás ele vê que a bondade e a misericórdia de Deus lhe estão seguindo. O que era trágico passou a ser motivo de gratidão e adoração.
Semelhantemente, a eira de Araúna poderia ser uma terrível e amarga lembrança para Davi e Israel, pois lembrava a morte de milhares de israelitas por ocasião do recenseamento. Mas, Deus mandou que Davi construísse um altar exatamente nesta eira. E então, o Senhor perdoou o pecado de Davi e do povo, e ordenou que anjo destruidor parasse a matança. Tal perdão foi tão marcante, que Davi escolheu a eira de Araúna para ser o local onde seria construído o templo – na gestão de seu filho Salomão (2Sm 24; 1Cr 21). O altar e o templo se sobrepuseram à lembrança da desgraça. Sim, a misericórdia de Deus supera a marca do mal, e onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus (Rm 5:20).  

2) A adoração na família marca o presente: Assim como o discurso de Josué fez alusão ao passado, fez também ao presente. Ele disse em nome do Senhor: “Eu dei a vocês uma terra em que vocês nunca haviam trabalhado e cidades que não haviam construído. E vocês estão vivendo nessas cidades e comendo uvas e azeitonas de parreiras e oliveiras que não plantaram.” Josué terminou, dizendo: Portanto, agora temam a Deus, o Senhor. Sejam seus servos sinceros e fiéis. Esqueçam os deuses que os seus antepassados adoravam na Mesopotâmia e no Egito e sirvam o Senhor” (vs.13-14). Naquele presente momento, os israelitas estavam pisando a terra que Deus lhes havia dado. Estavam desfrutando o favor do Senhor. Naquele momento, Josué levou o povo a fazer um concerto e uma aliança com Deus. Deus estava presente. A adoração se fez presente.
                No salmo 23 o salmista Davi declara: “... não temeria mal algum, porque Tu estás comigo” (v.4). Deus marca o nosso presente com Sua presença e amor.
Igualmente, porque Deus se fez presente e concedeu Seu perdão, quando do recenseamento, Davi pôde marcar aquele momento de desgraça com um altar em celebração à graça do Eterno.
                O nosso Deus é um Deus presente. É Emanuel, é Deus conosco. Podemos descansar no cuidado sempre presente do Senhor dizendo “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46:1). Ele mesmo garantiu isso dizendo: “estarei convosco todos os dias, até a consumação dos século” (Mt 28:20). Sim, Deus está presente aqui e agora, portanto você pode adorá-lo agora mesmo. Aleluia!

3) A adoração aponta para o futuro: Josué usou uma pedra que “presenciou” aquele momento para apontar para o futuro. Ele direcionou os olhos de todos os presentes para os tempos vindouros. Além disso, ele mesmo e sua família assumiram um compromisso para o resto de suas vidas: “eu e a minha família serviremos...”.
                Davi também vislumbrou seu futuro enquanto escrevia o Salmo 23: “Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida...” (v.6).
                Na eira de Araúna, o rei Davi vislumbrou o futuro templo de Israel. Seu filho Salomão ainda nem era rei, mas Davi já começou os preparativos para que quando chegasse a hora, Salomão pudesse construir um templo em honra ao Senhor.
                O Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó é Deus que marca as gerações – o passado, o presente e o futuro. Ele é Pai da eternidade (Deus é maior que a eternidade). O amor eterno de Deus abraça toda a história da humanidade. Onde quer que a graça de Deus se manifeste, o altar da adoração pode ser erigido, seja para louvar a Deus pelo que fez no passado, ou pelo que está fazendo no presente, ou pelo que fará no futuro. Louvado seja o nome do Senhor!

O caráter profético da adoração
                Já vimos como a adoração aponta para o futuro. Mas este futuro não se limita ao nosso futuro terreno e histórico, mas ele toca a eternidade.
                Quando Maria ungiu Jesus com nardo puro, um perfume caríssimo, ela sofreu censura. Mas Jesus defendeu-a dizendo que o que ela fizera preparou o corpo de Jesus para a sepultura, e disse ainda que onde quer que o Evangelho fosse pregado no mundo inteiro far-se-ia menção daquele ato de adoração (Mc 14:3-9). A adoração daquela mulher foi profética.
                O templo de Salomão (972 a.C) apontava para Jesus, nosso templo eterno. Diante do templo de Salomão, por volta do ano 26 d.C,[3] e diante dos judeus Jesus disse: “Destruam este templo, e eu o levantarei em três dias” (Jo 2:19). Os judeus responderam: “Este templo levou 46 anos para ser edificado, e o senhor vai levantá-lo em 3 dias?” Mas o templo do qual ele falava era o seu corpo. Depois que ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se do que ele tinha dito (Jo 2:19-22). Ou seja, Cristo é o templo. E esta verdade aponta para mais adiante ainda, pois o Livro do Apocalipse relata que na Nova Jerusalém, onde os salvos vão morar por toda a eternidade, não haverá templo, pois o próprio Senhor será o templo (Ap 21:22).
                Ainda no Livro do Apocalipse, João nos descreve a cena de uma incontável multidão de todas as nações, tribos, povos e línguas, todos vestidos de branco, em pé diante do trono e do Cordeiro, adorando ao Senhor dizendo: A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro” (Ap 7:10). Além disso, Paulo diz, citando Isaías 45:23: “Porque está escrito: ‘Por mim mesmo jurei’, diz o Senhor, ‘diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus’” (Rm 14:11). Ou seja, estamos fazendo hoje o que um dia todos – inevitavelmente – farão. Quando adoramos o Senhor estamos vivendo antecipadamente um pouquinho de uma experiência que viveremos no céu. Mesmo os maiores blasfemadores e inimigos da cruz terão de prostrar-se diante do Senhor dos senhores e Rei dos reis – o nosso Deus. Quem observa uma igreja adorando está diante de um verdadeiro e belíssimo quadro profético.

Famílias proféticas
O que são famílias proféticas?
                Quando Deus mandou o profeta Isaías caminhar diante de todos nu e descalço durante 3 anos, o Senhor estava transmitindo através disso a seguinte mensagem: “Assim como o meu servo Isaías andou nu e descalço durante três anos, como sinal e advertência contra o Egito e contra a Etiópia, assim também o rei da Assíria, para vergonha do Egito, levará nus e descalços os prisioneiros egípcios e os exilados etíopes, jovens e velhos, com as nádegas descobertas” (Is 20:3-24). Desta forma, Isaías estava proclamando uma mensagem profética sem ao menos precisar usar palavras. A mensagem estava nua e patente diante de todas os olhos. Isaías encarnou a profecia. Ele viveu a mensagem.
                É desta forma que devemos pregar o Evangelho e testemunhar contra este mundo vil. Josué utilizou uma pedra para testemunhar contra o povo – era o que ele podia fazer na época. Mas com isso ele apontou para o que nós, como família e Igreja de Jesus, podemos e devemos fazer hoje: testemunhar contra este mundo sendo pedras vivas do Senhor (1Pd 2:5). Pode até ser que nossas chances de falar sejam muito poucas e que os ouvidos dos ímpios fujam da nossa voz. O mundo não nos quer oferecer microfones. Mas há uma mensagem que pregamos da qual eles não podem fugir. Esta mensagem é a nossa própria vida, isto é, nossa maneira prática e diária de viver a nova vida em Cristo, a qual nos foi concedida por Deus quando fomos regenerados.
Famílias proféticas são famílias que não precisam de um horário na televisão brasileira para pregar contra (isto é, combater) a homossexualidade, o adultério, a violência doméstica e à desobediência, e toda forma de pecado. Elas o fazem simplesmente sendo um modelo bíblico de família em meio a este mundo que jaz no maligno. Famílias proféticas são um retrato do modelo de família que Deus instituiu através de Sua Palavra. E que modelo é esse?
         1)      Deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois uma só carne (Mt 19:5),
         2)      Não adulterarás (Ex 20:14),
         3)      Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5:25),
         4)      Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor (v.22),
         5)      Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
       6)      E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor (Ef 6:1-4).
         7)      Os filhos são herança do Senhor (Sl 127:3),
Famílias proféticas em adoração são famílias quem não se prostram diante dos deuses deste mundo, mas servem e adoram ao Senhor em santa fidelidade à sua Palavra até o fim.  
Quando Josué colocou diante do povo a grande pedra de testemunho, eles aceitaram o desafio de manterem-se fieis ao Senhor. Todavia, a história nos mostrou que eles não cumpriram a promessa por muito tempo. Os pecados de Israel se multiplicaram no decorrer dos anos. Eles ignoraram e rejeitaram o testemunho da pedra. Então veio Jesus, o Filho de Deus, o Messias anunciado pelas Escrituras, a Pedra cortada sem auxílio de mãos (Dn 2:34), e os judeus o rejeitaram novamente. Mas “a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a Pedra angular” (Lc 20:17; Sl 118:22). E hoje, para os que nEla não creem e a rejeitam, ela é Pedra de tropeço e condenação, mas para os que creem, Ela é a Rocha da salvação (1Pd 2:6-8; 2Sm 22:47; Mt 16:18).

CONCLUSÃO
Corra para essa rocha. Confie no rocha. Leve sua família até Ela. Nela você e sua casa estarão salvos e seguros – livres para servir a Deus. E assim vocês serão uma família profética em adoração profética (se servirem fielmente ao Senhor).
Neste mundo em crise de referências, sejamos um retrato profético de Deus para as nações.   

Deus abençoe sua vida e sua família!
Pb. Éder Carvalho







[1] Bíblia de estudo Palavras-chave: hebraico e grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011. p.278.
[2] REESE, E. (org.) A Bíblia em ordem cronológica. Editora Vida: 2013, p.283-285.
[3] Ver REESE, 2013, p.1033.







[1] Bíblia de estudo Palavras-chave: hebraico e grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011. p.278.
[2] REESE, E. (org.) A Bíblia em ordem cronológica. Editora Vida: 2013, p.283-285.
[3] Ver REESE, 2013, p.1033.