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07 março, 2014

Aprendendo com Jesus o que é avivamento


INTRODUÇÃO
O que é avivamento? O que é uma vida em genuíno avivamento bíblico?
Tenho um princípio de interpretação bíblica que aplico a todos os temas possíveis, o princípio de que devemos olhar para Jesus, pois Ele é o modelo e o referencial perfeito para a nossa vida. A partir desta perspectiva, podemos dizer que ninguém melhor que Jesus pode nos revelar o que é avivamento. Segundo Ariovaldo Ramos, “na visão de Jesus, a Igreja precisa de avivamento quando as ovelhas não estão vivendo em abundância”.[1] Então, vamos analisar a vida abundante de Jesus, a fim de traçarmos o perfil de um crente avivado, uma família avivada, e uma igreja avivada.

SETE CARACTERÍSTICAS DA VIDA ABUNDANTE DE JESUS

1) Jesus amava, conhecia, vivia e pregava a Palavra de Deus. Logo aos 12 anos ele foi visto no templo, entre os doutores das Escrituras, conversando com eles, fazendo-lhes perguntas e oferecendo-lhes respostas. E todos se maravilhavam com sua inteligência e seu conhecimento aguçado para as Escrituras (Lc 2:42-49). Não podemos separar a Palavra de Deus do Deus da Palavra. Jesus é Deus e também é a Palavra (Jo 1:1). Além disso, a verdade tem dois nomes na Bíblia Sagrada, a saber, Jesus e Palavra (Jo 14:6; 17:17), ou seja, o mesmo Jesus que é a verdade, é também a Palavra. Sendo assim, Jesus amava, conhecia, vivia e transmitia Deus em todo tempo e em todo lugar. Este é o primeiro ponto para uma vida de avivamento, para uma vida abundante.

2) Jesus honrava seus pais, e cresceu em graça e conhecimento diante de Deus e dos homens. Disso entendemos que uma vida de avivamento é uma vida que luta pelo bom relacionamento com a família e com a sociedade em geral. (Lc 2:51-52)

3) Jesus foi ungido pelo Espírito Santo e cheio do amor e do poder de Deus. Ele deixou isso claro quando afirmou que o profeta Isaías referia-se a Ele quando disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação de vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor... e ele começou a dizer-lhes: ‘Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir” (Lc 4:18,19,21). Vida abundante, vida em plenitude, é vida que se vive na plenitude do Espírito - amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 5:22), poder e dons do Espírito (Atos 1 – 2:1-4; 1Co 12:4-11; Rm 12:6-8). Vida de avivamento é vida cheia do Espírito Santo de Deus.

4) Jesus foi um homem de oração. Lucas relata que Jesus “... retirava-se para lugares solitários e orava” (Lc 5:16). Logo no início do seu ministério, “Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt 4:1), onde permaneceu 40 dias em oração e jejum. R.A Torrey, com propriedade, diz: “As palavras “orar” e “oração” são usadas pelo menos vinte e cinco vezes em relação a nosso Senhor no breve registro da sua vida nos quatro evangelhos, e Sua oração é mencionada em lugares onde essas palavras não são usadas. Evidentemente a oração tomou muito do tempo e da energia de Jesus, e o homem ou mulher que não passa muito tempo em oração, não pode ser adequadamente chamado de seguidor de Jesus Cristo”.[2] 

5) Jesus jejuava com regularidade. A experiência dos 40 dias no deserto aconteceu em jejum (Mt 4:2). Jesus nos ensina que Jejum é fome de Deus, como bem observou John Piper.[3] Ele tinha certeza que após sua ressurreição e ascensão, nós, que somos seus discípulos, praticaríamos o jejum (Mt 9:15). Não pode haver avivamento se não tivermos fome de Deus e buscarmos ao Senhor em consagração.

6) Tão logo venceu a tentação do deserto, Jesus começou a pregar a mensagem do Reino (Mt 4:17), e a fazer discípulos (vs. 18-20). A vida abundante de Jesus incluía generosamente a missão evangelizadora e o discipulado. Discipulado envolve pregação, ensino, formação, oração, contribuição, missão, e sobretudo o exemplo. Os apóstolos fizeram o mesmo. Eles não ficaram apenas falando em novas línguas enquanto a multidão dizia que eles estavam embriagados. Eles se levantaram e pregaram a Palavra, receberam os quase 3000 novos convertidos e os inseriram na vida da igreja e no processo do discipulado. Um avivamento só pode ser sadio, relevante e autêntico se ele for marcado pela pregação, conversão de almas e discipulado.

7) Por fim, quero pontuar a diaconia. Jesus, o supremo Senhor do universo, veio, não para ser servido, mas para servir (Mt 20:28). A vida abundante de Jesus incluía a bacia com água, a toalha, e a atitude de lavar os pés dos discípulos (Jo 13:3-15). Ele foi ungido para servir e ajudar os necessitados, os pobres e os cativos. Os apóstolos fizeram o mesmo. Tinham tudo em comum e não havia necessitado entre eles, de tão eficaz que foi a diaconia da igreja de Atos (At 2:44-45; 4:32-34). Cornélio também ajudava os pobres com amor e piedade e isso chamou a atenção de Deus (At 10:1-4). Como resultado, toda a sua casa foi avivada (vs.24, 44). Como igreja, jamais devemos deixar de servir as mesas, ajudar os necessitados e demonstrar o amor de Deus pelos irmãos e pelo mundo.

Dito isso, quero caminhar para a conclusão dessa reflexão dizendo que o avivamento não deve ser uma realidade apenas na igreja ao redor do mundo, como muitos esperam que aconteça enquanto negligenciam suas próprias responsabilidades. O avivamento deve ser uma realidade em você, como indivíduo, assim como Jesus viveu uma vida abundante de avivamento. Esta também deve ser uma realidade na nossa família, como aconteceu com a família de Cornélio e do carcereiro de Filipos (At 16:25-34).

CONCLUSÃO
Não devemos terceirizar nossas responsabilidades. De nada adianta criticar a igreja brasileira, se o fogo do avivamento não estiver em nossa vida e em nossa casa. Precisamos ser referenciais históricos de que o avivamento não é um mito nem uma utopia.
Avivamento nada mais é do que vida abundante, vida em plenitude (Jo 10:10).
A vida abundante de Jesus em nós fará com que as pessoas vejam em nós 1) o amor, o conhecimento, a prática e proclamação de Deus e de Sua Palavra, 2) o amor que temos por nossa família e pelo próximo na dimensão da sociedade, 3) a plenitude do Espírito manifestada em nós, 4) a prática da oração, 5) a prática do jejum, 6) a prática da proclamação do Evangelho e do discipulado, 7) e a diaconia efetiva, apaixonada e relevante.

Sabemos, com base no livro de Atos dos Apóstolos, que o resultado e a implicação disso será a salvação de muitas almas, a comunhão e a edificação espiritual dos novos discípulos, e o Reino de Deus em todas as suas características manifestando-se em nossa família, igreja, cidade, estado, nação e mundo.
Clamemos e lutemos por uma vida de autêntico avivamento.

Um forte abraço. Deus lhe abençoe sempre!


A Ele seja a glória para sempre! Amém”. (Rm 11:36)   



[1] Extraído de <http://www.youtube.com/watch?v=6j2m8QnVfQY> Acesso em 04/03/2014.
[2] TORREY, R.A. Como orar. São Paulo: Mundo Cristão, 1980. p.9
[3] Citado por LOPES, H.D. em <http://hernandesdiaslopes.com.br/2008/06/jejum-uma-pratica-a-ser-resgatada/> Acesso em 05/03/2014.

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