Google+ Followers

09 julho, 2017

Ordenação a Evangelista pela CIADESCP


O dia 6 de Julho de 2017 ficará marcado para sempre em meu coração. 
Neste dia fui ordenado Evangelista pela CIADESCP (Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná). Glória a Deus!

Agradeço a Deus em primeiro lugar, pois jamais fiz por merecer tudo o que Ele tem feito por mim. Tudo é pela graça e misericórdia dEle.

Agradeço ao meu pastor presidente, Pr. Sérgio Melfior, pois foi ele quem levou meu nome, me apresentou, depositou tamanha confiança em minha pessoa. Foi ele o canal que Deus usou para me entregar essa benção. Não tenho palavras para agradecer.

Agradeço a minha esposa Monique P.W. Carvalho e nosso filhinha Hellen C. Carvalho. Vocês são a alegria da minha vida, o amor maior do meu coração.

Agradeço a toda minha família: meus pais, Pr. Esequiel Carvalho e minha mãe Noeli de Oliveira Carvalho. Vocês são minha inspiração e referência. Aos meus irmãos e suas respectivas famílias: Júnior, Eliezer, Esdras e Elienai. Vocês meus amigos do peito, meus incentivadores. Amo vocês.

A todos os amigos, irmãos em Cristo e intercessores que tem nos abençoado de várias formas. Em nossa caminhada, vocês foram presentes de Deus para mim.


A Deus toda glória!

(Minha amada esposa, Monique)

(Nossa filhinha amada Hellen)

(Meu pastor, Sérgio Melfior - presidente da IEADJO e vice-presidente da CIADESCP)
Homem de Deus

(Meu irmão, Pr. Esdras Carvalho - pastor do setor 38 da IEADJO)





11 abril, 2017

Estudos confirmam: cristianismo continua sendo a religião mais perseguida do planeta



Em 2016, aproximadamente 90.000 cristãos foram mortos em todo o planeta simplesmente por causa da sua fé, o que mantém o cristianismo como a religião mais perseguida do mundo. Este número, que equivale a 1 cristão assassinado a cada 6 minutos, ficou ligeiramente abaixo dos 105.000 que foram mortos em 2015 apenas por serem cristãos.

Quase um terço das mortes em 2016 foram perpetradas por fanáticos extremistas como os do autodenominado Estado Islâmico, mas também houve assassinatos decorrentes de perseguição estatal.

Massimo Introvigne, diretor do CESNUR (Centro Studi sulle Nuove Religioni, ou Centro de Estudos sobre as Novas Religiões, em italiano), declarou à Rádio Vaticano que aproximadamente 70% dos cristãos martirizados em 2016 moravam em áreas tribais da África: parte dessas mortes se deveu ao fato de os cristãos muitas vezes se negarem a pegar em armas durante os muitos conflitos locais.

Center for the Study of Global Christianity (Centro de Estudos sobre a Cristandade no Mundo) também monitora e estuda os dados sobre o martírio cristão histórico e contemporâneo. A entidade estima que entre 2005 e 2015 houve 900.000 mártires cristãos em todo o planeta, média de 90.000 por ano. Segundo este centro, devem ser levados em conta argumentos históricos, sociológicos e teológicos na quantificação do martírio cristão ao longo do tempo. Sua definição de mártir cristão é esta: “Crentes em Cristo que perderam a vida prematuramente, em situações de testemunho, em decorrência direta de hostilidade humana“.

O número de cristãos martirizados em 2016, na realidade, é provavelmente superior a 90.000, já que os estudos não conseguiram incluir os dados da China e da Índia, justamente os dois países mais populosos do planeta e nos quais, por causa da perseguição, há grandes comunidades cristãs clandestinas. Nesse contexto, o número de cristãos martirizados é difícil de quantificar.




01 dezembro, 2016

livro ALÉM DAS CANÇÕES (vídeo teaser)

Assista ao vídeo e saiba mais sobre o livro "ALÉM DAS CANÇÕES: devocionais sobre a essência da adoração - Éder Carvalho".



ADQUIRA JÁ O SEU PELA NOSSA LOJA VIRTUAL www.procurecrescer.com


....

Acesse, adquira, divulgue, compartilhe!
Deus abençoe você em Cristo Jesus!

25 novembro, 2016

mensagem em vídeo: SANTIDADE E ORAÇÃO


Texto base:

20Os sacerdotes e os levitas tinham se purificado; estavam todos cerimonialmente puros. Os levitas sacrificaram o cordeiro da Páscoa por todos os exilados, por seus colegas sacerdotes e por eles mesmos. 
21Assim, os israelitas que tinham voltado do exílio comeram do cordeiro, participando com eles todos os que se haviam separado das práticas impuras dos seus vizinhos gentios para buscarem o Senhor, o Deus de Israel. 

(Esdras 6:20-21)

mensagem em vídeo: A MARCHA DE UMA IGREJA MISSIONÁRIA


Texto base:

A Confissão de Pedro
(Mc 8.27-30;Lc 9.18-21)
13Chegando Jesus à região de Cesareia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: “Quem os outros dizem que o Filho do homem é?”
14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas”.
15“E vocês?”, perguntou ele. “Quem vocês dizem que eu sou?”
16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.
17Respondeu Jesus: “Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não foi revelado a você por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.18E eu digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la 19Eu darei a você as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus”.

mensagem em vídeo: RESTAURANDO A IDENTIDADE DE FILHO (Lc 15)


Texto base:

A Parábola da Ovelha Perdida
(Mt 18.12-14)
1Todos os publicanos e pecadores estavam se reunindo para ouvi-lo. 2Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: “Este homem recebe pecadores e come com eles”.
3Então Jesus lhes contou esta parábola: 4“Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la? 5E quando a encontra, coloca-a alegremente nos ombros 6e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida’. 7Eu digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se.
A Parábola da Moeda Perdida
8“Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la? 9E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’. 10Eu digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”.
A Parábola do Filho Perdido
11Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. 12O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles.
13“Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente. 14Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Por isso foi empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos. 16Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.
17“Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! 18Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. 19Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’. 20A seguir, levantou-se e foi para seu pai.
“Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.
21“O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’.
22“Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés.23Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos.24Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar o seu regresso.
25“Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança. 26Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo. 27Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’.
28“O filho mais velho encheu-se de ira e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. 29Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. 30Mas quando volta para casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!’
31“Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. 32Mas nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’.”

24 novembro, 2016

Um lugar pra chamar de Casa de Deus

10“Jacó partiu de Berseba e foi para Harã. 11Chegando a determinado lugar, parou para pernoitar, porque o sol já se havia posto. 12Tomando uma das pedras dali, usou-a como travesseiro e deitou-se. E teve um sonho no qual viu uma escada apoiada na terra; o seu topo alcançava os céus, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. 13Ao lado dele estava o Senhor, que lhe disse: “Eu sou o Senhor, o Deus de seu pai Abraão e o Deus de Isaque. Darei a você e a seus descendentes a terra na qual você está deitado. 14Seus descendentes serão como o pó da terra, e se espalharão para o Oeste e para o Leste, para o Norte e para o Sul. Todos os povos da terra serão abençoados por meio de você e da sua descendência. 15Estou com você e cuidarei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi”. 16Quando Jacó acordou do sono, disse: “Sem dúvida o Senhor está neste lugar, mas eu não sabia!” 17Teve medo e disse: “Temível é este lugar! Não é outro, senão a casa de Deus; esta é a porta dos céus”. 18Na manhã seguinte, Jacó pegou a pedra que tinha usado como travesseiro, colocou-a em pé como coluna e derramou óleo sobre o seu topo. 19E deu o nome de Betel àquele lugar, embora a cidade anteriormente se chamasse Luz.” (Gênesis 28:10-19 NVI)

INTRODUÇÃO 
O que levou Jacó a mudar o nome da cidade de Luz para “BETEL”, palavra que significa “Casa de Deus”? O que seria hoje um lugar pra chamar de Casa de Deus?

1- Casa de Deus é um portal, um elo invisível entre céu e terra.
"...E teve um sonho no qual viu uma escada apoiada na terra; o seu topo alcançava os céus, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela" (v.12).
O sonho de Jacó, no qual anjos de Deus subiam e desciam entre céu e terra, se cumpriu em Cristo Jesus. Veja o que o próprio Filho de Deus disse de Si mesmo: “... Digo a verdade: Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” (Jo 1:51).
A Igreja existe para ser um retrato do projeto de Deus para a terra. O plano original de Deus sofreu as consequências do pecado do homem, mas através da cruz de Cristo Deus restaurará e transformará todas as coisas. A Bíblia diz que haverá novos céus e nova terra, e a Igreja deve ser um retrato antecipado (parcial, obviamente) desta realidade vindoura, um lugar de justiça, amor, paz, adoração e presença de Deus.
No sonho de Jacó a escada era visível. Em Jesus a escada propriamente dita era invisível, pois somente os olhos da fé poderiam vê-la na própria pessoa de Jesus Cristo. Hoje também essa escada deve existir de forma invisível na Igreja, pois igreja só é Igreja se Cristo estiver no meio dela.

2- Casa de Deus é um lugar onde Deus está sobre todos e ao lado de cada um

Ao lado dele estava o Senhor... (v.13)
As traduções se dividem entre "sobre ela" e "ao lado dele". De fato, ambas as traduções são possíveis e condizentes com a verdade bíblica geral. Realmente Deus está sobre todos, de forma geral, e ao mesmo tempo ao lado de cada um, de forma pessoal.
Portanto, casa de Deus também é lugar de misericórdia e graça de Deus, pois é lugar onde Ele se apresenta a pecadores indignos como Jacó, como eu e você.

3- Casa de Deus é lugar onde Deus fala
"...que lhe disse:" (v.13)
A casa do Pai oferece a melhor acústica para a voz do Pai, e assim, na casa de Deus o Senhor se revela por sua palavra.
Igrejas que não priorizam e honram a pregação da verdadeira e pura mensagem bíblica devem ser rejeitadas por aqueles que almejam receber um discipulado autenticamente cristão e transformador. O nosso compromisso com a palavra é supremo.

4- Casa de Deus é lugar de esperança, promessas e vitória 
"...Darei a você e a seus descendentes a terra..." (v.13)
O jovem Jacó que estava vergonhosamente fugindo das consequências de seus próprios pecados, partindo para uma terra estranha e para um tempo de incertezas, agora ouve Deus lhe fazendo promessas e lhe dando uma perspectiva de futuro, a possibilidade de sonhar e o encorajamento da esperança.
Casa de Deus é lugar onde pecadores indignos como nós recebem de Deus a graça transformadora e a nova vida em Cristo. Esta nova vida é repleta de promessas sublimes. Temos novos horizontes diante de nós, e o mais nobre de todos é o que nos dá a bendita esperança de encontrar a Cristo nos ares e morar para sempre na Jerusalém celestial preparada por Deus para a Sua Igreja.

5- Casa de Deus é lugar de benção para todos
"...Todos os povos da terra serão abençoados por meio de você e da sua descendência" (v.14)
            Não existe lugar mais abençoador para o ser humano do que a Casa de Deus.
            Também podemos dizer que da Igreja devem fluir bençãos para todo o mundo, através da obra missionária, através das orações, através das contribuições, e através de muitas outras atitudes abençoadores que a Igreja deve assumir para com as nações.
A benção de Deus é para ser desfrutada, internalizada, encarnada, e compartilhada. "Sê tu uma benção" (Gn 12:2).

Deus te abençoe em Cristo Jesus.

Sinta-se à vontade para interagir, comentando e compartilhando.

02 junho, 2016

Uma paráfrase do Pai Nosso na primeira pessoa do singular

Pai do céu, meu Aba, meu papai

Teu Nome é Santo. Dá-me a graça de honrar Tua santidade.

Venha reinar em mim e através de mim. Seja soberano e absoluto em minha vida.

Dá-me hoje o pão de cada dia. Cuida de mim, pois eu dependo de Ti.

Perdoa-me Senhor, pois não há nada como viver uma aliança de amor contigo, E um ciclo de perdão que envolva todos os meus irmãos.

Quando eu estiver sendo tentado, ajuda-me, segura minha mão,
Não me deixe cair, não me deixe ceder. 
Livra-me do mal, livra-me do maligno, livra-me de mim mesmo.

Querido Aba, eu Te adoro, e somente a Ti eu adoro;
Pois Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. 
Tu somente És digno de adoração, hoje e eternamente. 

Amém!




Éder Billy Carvalho
02/06/2016

04 setembro, 2015

Quatro atitudes da Igreja diante da inequívoca volta de Jesus - 2Pedro 3:11-13


2PEDRO 3:11-13.
 11Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, 12esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor.13Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça.

I. INTRODUÇÃO
O texto em apreço, especialmente os versos 11 e 12, nos expõe a seguinte verdade: diante da realidade da volta de Jesus, devemos viver em santidade e piedade (v.11), esperando e apressando a volta de Jesus (v.12). Portanto, estes versículos estão requerendo quatro atitudes da Igreja, uma vez que a volta de Jesus é certa. As quatro atitudes são: 1) Santidade, 2) Piedade, 3) Esperança e 4) Evangelismo.

1. Santidade e Piedade – “... vivam de maneira santa e piedosa... v.11
1.1. Santidade: Talvez a melhor forma de entendermos o conceito bíblico de santidade é começar refletindo sobre o que não é santidade.

1.1.1 Santidade não é isolamento (Mt 5:14-16): É bem verdade que a palavra santidade significa separação. Porém, esta palavra, isolada do seu real contexto cristão, pode gerar uma conduta anticristã na igreja de Cristo, por incrível que pareça. Podemos verificar isso na própria história da igreja. O historiador Geoffrey Blainey diz:

Em 320, porém, um número crescente de cristãos eremitas habitava regiões isoladas da Síria ou vilarejos abandonados perto do rio Nilo. Muitos viviam sós, em cabanas simples. Nos domingos eles se reuniam a outros eremitas para rezar. Em seguida, retornavam a suas moradias com chão de terra batida.[1]

            Há algo de louvável na atitude dos monges. Refiro-me apenas ao desejo que tinham de viverem separados do pecado. Porém, para alcançar este fim, cometeram o erro de separarem-se dos pecadores. Procedendo de tal forma, agiram de maneira anticristã, pois Cristo não fez isso. Ele estava sempre no meio dos pecadores, rodeado por eles. Junto dos intocáveis, dos excluídos, e nas maiores festas de Jerusalém, nas maiores concentrações de pessoas, lá estava Jesus. O Senhor não precisava isolar-se do mundo para ser santo. Sua santidade o separava do pecado, e não do pecador. Esta foi sua missão. Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19:10). Para isso o Pai o enviou. E desta mesma forma Ele nos enviou (Jo 17:18). Nosso chamado é para estarmos junto dos pecadores, sem contudo nos contaminarmos com o pecado. Devemos ser sal fora do saleiro e luz no meio das trevas (Mt 5:13-16).

1.1.2 Santidade não é superioridade (2Tm 2:15): Há quem tenha o péssimo comportamento religioso de achar-se mais santo, mais justo e mais sublime do que os outros. Paulo disse a Timóteo: “Procure apresentar-te a Deus aprovado...”, e não aos homens. Não devemos exibir nossa santidade aos homens, com a intensão de que eles olhem para nós e nos admirem por nossa justiça. Os fariseus dos tempos de Jesus já cometeram esse erro, e foram duramente censurados por Jesus por causa disso. Oravam nas praças e deixavam o semblante abatido quando estavam jejuando para que todos vissem o quanto se sacrificavam por Deus. Jesus não quer isso de nós. Ele quer que entremos no nosso quarto e fechemos a porta para orarmos em secreto a Deus (Mt 6:5-6). Ele quer que o que a mão direita fizer seja desconhecido da esquerda. O que fazemos ou deixamos de fazer por amor a Deus deve ficar, sempre que possível, no secreto do nosso relacionamento com Deus. Nossa recompensa deve vir do Senhor e não dos homens. Devemos amar a glória de Deus e não a glória dos homens.

1.1.3 Santidade não é perfeição (1Jo 1:10; 2:1): Infelizmente, a nossa atual condição de santidade não é uma condição de perfeição. Gostaríamos de viver em tal estado. Gostaríamos de ter a certeza de que nunca mais, até o fim da nossa vida, cometeremos qualquer pecado. Mas a verdade é que ainda estamos sujeitos ao pecado. O processo de aperfeiçoamento em nós não está completo. Com isso não estou abrindo uma porta para o pecado. Deus é santo e jamais vai tolerar o pecado. Nós simplesmente não devemos pecar. Por isso o apóstolo João disse “não pequeis”. Porém o apóstolo sabia da realidade do pecado e então completou a mesma sentença dizendo “se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo(1Jo 2:1). Um santo não é alguém que nunca peca, e sim alguém que, quando peca – por ser imperfeito – arrepende-se sinceramente – por ter temor de Deus, Jesus o perdoa, e ele então se levanta e continua a caminhada da santidade.

1.2 Santidade é: 1) uma resposta ao amor de Deus, é 2) evidência de que se tem o amor de Deus, e 3) uma obra exclusiva do próprio Deus.

1.2.1 Resposta ao Amor de Deus (Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cimaCl 3:1): Sabendo que Cristo nos amou primeiro, só nos resta amá-lo também. Por amor e Ele e em gratidão a tudo quanto Ele fez por nós, queremos viver de uma forma que o agrade. Entendemos que a melhor forma de agradá-lo é fazer sua vontade. Devemos viver a vida dEle, seguindo Seus passos. Se Ele é santo, queremos ser semelhantes a Ele, participantes – tanto quanto possível – da Sua natureza. Queremos ser santos também (1Pe 1:15-16).  

1.2.2 Evidência do amor de Deus (Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. Pois o salário...Rm 6:22-23): Fruto é resultado. O que o texto diz é que, se de fato fomos libertados do pecado e passamos a servir a Deus, e resultado dessa obra de Deus em nós chama-se santidade. Ou seja: se alguém não vive santidade, é evidente que ainda não foi alvo da libertação de Deus. Mas se alguém vive em santidade, é evidente que foi alvo do amor libertador do Senhor. (Se vocês me amam, obedecerão os meus mandamentos – Jo 14:15)

1.2.3 Obra de Deus: Santidade não é algo que nós mesmos podemos produzir em nós. Quando tentamos santificar a nós mesmos, o resultado é legalismo e vaidade religiosa. Somos incapazes de viver em santidade. Somente Deus, que é Santo e santificador é que pode nos santificar. Ele é poderoso para criar em nós um coração puro (Sl 51:10) e para nos santificar por Seu sangue (1Jo 1:7) e por Sua Palavra (Jo 17:17). Só Ele pode nos libertar do pecado, e só então, depois de mortos para o pecado, podemos ser ressuscitados por Cristo para uma nova vida de santidade.

2.2 Piedade é: Não é fácil definir a palavra piedade. Ao recorrermos a bons dicionários bíblicos logo percebemos que os tradutores utilizam várias palavras, ilustrações e contextos para conseguir defini-la. A palavra traduzida por piedade em 2Pe 3:11 é eusebeia, do grego, que quer dizer (juntamente com suas palavras correlatas) temor, reverência, zelo, respeito, devoção, honra, e ainda serviço e adoração.[2] Temos portanto várias palavras que nos colocam na difícil tarefa de organizar uma linha de raciocínio.
  
2.2.1 Temor: Em nossa pesquisa constatamos que a palavra mais repetida na tradução de eusebeia é temor, e que mais possui sinônimos e palavras paralelas, como reverencia, respeito e zelo. Isso faz jus ao contexto do Antigo Testamento (AT) para o antônimo de piedade, isto é, impiedade. No AT, os ímpios são aqueles que não se importam com as coisas sagradas, que praticam a maldade sem peso na consciência, que perseguem os justos de maneira injusta e violenta. Em suma, são aqueles que não tem temor de Deus. Isto posto, ser piedoso é o oposto, ou seja, é ser temente a Deus.

2.2.1.2: No AT, o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv 1:7). Por que? Porque quem tem temor de Deus está equipado espiritualmente com as melhores virtudes necessárias para aproximar-se de Deus e assim ser salvo. Se analisarmos com cuidado a expressão “temor do Senhor”, veremos que ela significa o equilíbrio perfeito entre pavor e amor (Is 6:4,8; 1Jo 4:18; Hb 12:21; Sl 47:2).
O mesmo Moisés que chegou a dizer “estou apavorado e trêmulo(Hb 12:21), e ainda, “Quem conhece o poder da Tua ira? Pois o Teu furor é tão grande como o temor que te é devido(Sl 90:11), é o mesmo Moisés que disse “Senhor Tu és o nosso eterno refúgio...” (v.1)Satisfaze-nos pela manhã com o Teu amor leal, e todos os dias cantaremos felizes(v.14). Ou seja, quem tem temor do Senhor sabe que Deus é terrível mas também é amor. Sabe que Deus é temível mas também é amável. E Ele providenciou um meio para que possamos ir além da Sua santa ira e chegar a conhecer o Seu santo amor. A cruz é esse meio. Nela Ele despejou toda a sua ira e furor contra os nossos pecados. Se Ele a despejasse sobre nós, com certeza seríamos consumidos no primeiro segundo. Por isso Ele fez isso sobre o Único que poderia suportar, Seu próprio Filho, Jesus – o santo e o justo. Sobre Ele é que a ira de Deus contra a iniquidade foi despejada, e NEle o nosso pecado foi castigado. Mas também, nEle o amor de Deus nos foi revelado. Se no temor do Senhor estão unidos e perfeitamente equilibrados o pavor e o tremor, na cruz estão também a ira e o amor de Deus, a justiça e a misericórdia, o furor e a graça. Aleluia! Louvado seja Deus. É por esta razão que somente o temor do Senhor nos pode levar à cruz. Quem tem esse temor entende o mistério dos opostos da salvação. Não é por acaso que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, pois ele nos leva à cruz de Cristo, e o Cristo da cruz nos leva a Deus.
O mais brilhante intelectual descrente desta terra é um ignorante perto do mais indouto crente que tem temor do Senhor, pois este simples crente será salvo, e o intelectual, se não se arrepender, será condenado. Grande é o mistério da graça salvadora de Deus, nosso Criador, Salvador e Senhor. Toda honra e toda glória sejam dadas a Ele, somente a Ele.
Esta é a essência da piedade. Ser piedoso, no contexto bíblico é ser temente a Deus. Um crente piedoso é um crente temente. Um crente temente serve a Deus não por medo, pois o perfeito amor lança fora o medo. Serve a Deus por amor. Não que ele não saiba que Deus também é terrível e temível, mas ele já não precisa ter medo, pois foi escondido com Cristo. A ira de Deus pára na cruz, e ao crente crucificado com Cristo chega agora somente o amor. Ele não despreza a ira, pois está crucificado com Cristo. Sabe o que é renúncia, entrega, sacrifício. Mas também sabe o que é dádiva, vida em abundancia, alegria, amor e paz.

2. Esperança e Evangelismo – “esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda... – v.12
3.1. Esperança: O texto base desta mensagem diz também que, diante da inequívoca volta de Jesus, devemos viver com esperança. Mas esta é outra palavra que requer atenção, pois pode ser facilmente confundida com o conceito mundano de esperança. O que é então esperança no contexto bíblico?
O apóstolo Paulo nos ajudará a entender que, de certa forma, esperança cristã é o futuro no presente. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2Tm 4:8). Veja que Paulo sabe que a coroa lhe será dada somente “naquele dia”, mas ao mesmo tempo ela lhe está reservada “desde agora”. Portanto, esperança é o futuro no presente. Trata-se de uma certeza, e não de uma mera possibilidade. O cristão sabe que o céu é lindo, que o Rei dos reis governa sobre tudo e todos, que a história está sob o poder de Suas mãos, e que Cristo voltará. Mesmo sem provas científicas, a esperança e a fé geram no crente a certeza das coisas que se esperam e não se veem. Podemos meditar agora sobre os resultados e benefícios da esperança escatológica na nossa vida terrena.

3.1.1 Fonte de consolo (Consolai-vos uns aos outros com estas palavras1Ts 4:18): Paulo nos aconselha a usar a mensagem da volta de Jesus como fonte de consolo. Especialmente nos momentos de luto. Quando perdemos alguém que nos é querido, a esperança cristã nos dá força para prosseguir a caminhada da vida. Crentes em Cristo nunca se despedem para sempre, apenas marcam um glorioso reencontro.

3.1.2 Fonte de ânimo para perseverar (“Amados, escrevo-vos agora esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero” 2Pe 3:1. // “Aquele que perseverar até o fim será salvo” – Mt 24:13): Em 2Pe 3:1 o pastor e apóstolo Pedro está dizendo claramente que a fé e a esperança na volta do Senhor nos darão ânimo para avançar na jornada cristã, até o fim. A vitória final é somente para os que perseveram até o fim. A volta de Jesus será o sinal visível de Seu triunfo eterno sobre todos os seus inimigos. Por isso Jesus também pôde nos dizer: “No mundo terei aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo(Jo 16:33).

3.1.3 Fonte de sentido (eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia2Tm 1:12): Quando nada parece fazer sentido, quando os absurdos da vida nos assaltam, quando as incógnitas e injustiças do mundo nos assolam, a esperança na volta do Senhor (naquele grande dia) dá sentido para a nossa existência. O sentido vai além da explicação. Não há lógica que possa fornecer sentido. Há pessoas que estão vivendo uma vida terrena abastada. Tudo está nos conformes, no seu devido lugar; família, trabalho, amigos, etc. Mesmo assim tais pessoas sentem que ainda lhes falta algo. O crente, por sua vez, pode até estar passando por grandes dificuldades e sofrimentos, todavia, não lhe falta sentido para a vida. Ele sabe para onde olhar, para onde correr, e sabe exatamente para onde está indo – “eu sei em quem tenho crido...”. Há um sentido Maior para a sua vida.

4.2 Evangelismo é: Quando Pedro diz que devemos apressar a vinda do Senhor ele está dizendo que devemos evangelizar o mundo. Vários mestres da Teologia na história da igreja fizeram esta mesma afirmação com base em alguns textos bíblicos, especialmente o de Mateus 24:14, que diz: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em todas as nações, e então virá o fim” – palavras do próprio Jesus. Portanto, a melhor forma de prepararmos os caminhos da volta do Senhor é pregando e levando o Seu Evangelho a todas as nações. Nossa maior missão é evangelizar o mundo.
Mas o que é evangelizar? Em primeiro lugar, evangelizar não é colonizar, como fazem os muçulmanos onde podem e como fizeram os cristãos católicos há mais de quinhentos anos quando vieram colonizar o Brasil. Impor o evangelho é na verdade impor o cristianismo, e as duas coisas são diferentes. O cristianismo é uma criação mais nossa do que de Deus. Jesus não usou a palavra cristianismo, e sim a palavra evangelho.  Evangelho foi algo que Deus trouxe ao mundo através de Seu Filho Jesus. Impor o cristianismo é jogar sobre os ombros das pessoas o pesado e terrível fardo humano da religião. Este fardo não tem nada a ver com o fardo de Jesus. Levar o Evangelho é testemunhá-lo, vive-lo e proclamá-lo, deixando as pessoas livres para escolherem se vão querer ou não o fardo e o jugo de Jesus, que é suave e leve (Mt 11:30).
Por muito tempo ouvi dizer que evangelismo é falar de Jesus. Após alguns anos estudando e servindo ao Senhor descobri que é mais que isso. Evangelismo é levar O Evangelho.

4.2.1 Levar o Evangelho: Para entender essa questão, é necessário empreendermos uma busca por uma compreensão maior sobre o significado do Evangelho. Ele não é apenas um discurso, uma doutrina teológica. A Bíblia diz que o Evangelho “é o poder de Deus para a salvação...” (Rm 1:16). Será que Deus salva apenas através de nossos sermões? O Evangelho é mais que discurso, é atitude, é postura, é testemunho, é amor.

4.2.2 O Evangelho é Jesus: A forma mais sublime de pensar o Evangelho é pensar em Jesus. Sim, O Evangelho puro, verdadeiro e pleno é o próprio Jesus. A palavra Evangelho significa “boas novas”. E quais foram as boas novas que os anjos de Deus anunciaram aos pastores de Belém, senão a chegada do próprio Filho Unigênito de Deus, Jesus? Se Lutero estava certo em considerar João 3:16 como o Evangelho em miniatura, o que este famoso versículo da Bíblia Sagrada diz senão que Deus nos deu Jesus para a nossa salvação? Feito essas duas considerações, podemos afirmar que evangelismo é levar o Evangelho pleno ao mundo todo, anunciando, testemunhando e vivendo Cristo entre as nações da terra, manifestando assim a multiforme graça de Deus.

II. CONCLUSÃO
            As quatro atitudes da Igreja diante da inequívoca volta de Jesus são:

1) Santidade – vida de obediência aos mandamentos bíblicos do Senhor, vida esta que emana da vida do próprio Deus para nós, em nós e através de nós; vida esta que evidencia e comprova a nossa salvação diante dos olhos do mundo ao nosso redor.

2) Piedade – vida de temor a Deus, um equilíbrio perfeito entre o pavor gerado pela ira de Deus contra o pecado, e entre o amor gerado pelo próprio amor de Deus por nós demonstrado na cruz do calvário. Viver em piedade é viver diante de Deus, isto é, em Sua presença, e essa vida se manifestará inevitavelmente em nossas obras, nosso jeito de ser e estar no mundo.

3) Esperança – a certeza de que Cristo voltará, e de que não estamos sozinhos nem abandonados no mundo. Esperança é a força que nos leva a continuar vivendo a vida cristã, é a confiança inabalável em nosso coração de que vai valer a pena chegarmos diante dEle naquele Dia, quando veremos a Sua Face e desfrutaremos do futuro glorioso que Ele nos prometeu.

4) Evangelismo – é preparar os caminhos para a segunda vinda de Jesus, tal como João Batista preparou os caminhos da Sua primeira vinda. É levar, isto é, viver, testemunhar e proclamar o Evangelho pleno ao mundo todo. Este Evangelho, bem entendido, é o próprio Cristo. Viver a vida de Cristo é viver o Evangelho. A vida de Cristo em nós precisa se manifestar entre os homens de todas as nações da terra, então virá o fim.




[1] BLAINEY, G. Uma breve história do cristianismo. São Paulo: Fundamento, 2012. p.69.
[2] BEPC. Dicionário Grego do Novo Testamento de James Strong anotado pela AMG. Rio de Janeiro: CPAD, 2011. p. 2219.