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13 abril, 2014

O Maior Problema da Igreja


A igreja foi problemática quando foi liderada por Moisés.
A igreja foi problemática quando foi liderada por juízes.
A igreja foi problemática quando foi liderada por reis.
A igreja foi problemática mesmo quando Jesus instituiu a nova aliança e ordenou pastores e líderes (apóstolos, bispos, presbíteros, mestres, etc.)

Moral da história: a igreja sempre foi problemática não por causa dos sistemas que a organizaram, mas porque ela é formada por gente como a gente, e NÓS SOMOS PROBLEMÁTICOS.

Ouço muito pregadorzinho querendo dar uma de revolucionário, fazendo discursos sem densidade alguma (para não dizer medíocres e infantis) usando as palavras "religião" e "sistema".

O maior problema não está no sistema (nem no mundo, nem no diabo). O maior problema está em nós (eu, tu, ele, nós – a mim cabe ocupar-me do “eu”). E só há problemas nos sistemas porque nós mesmos construímos nossos sistemas. Não adianta sair e montar outro, porque este outro também será problemático. Com isso não quero dizer que devemos nos conformar com as falhas e injustiças nos nossos sistemas. Estou dizendo que "o maior" (não "o único") problema somos nós. Aliás, de certa forma, cada ser humano é um sistema. 
O maior problema está em nós, mas a maior solução também está em nós, a saber, o Senhor e Sua Palavra que habitam no coração daqueles que nasceram de novo.

Olhe menos para o sistema. Olhe mais para si mesmo, e diga:
"Eu preciso ser uma igreja mais pura, saudável e relevante".
Se assim procedermos diariamente, a reforma virá como consequência.

Foi Éder Carvalho, seu irmão em Cristo, com amor e temor.

Um forte abraço. Deus lhe abençoe sempre!

12 abril, 2014

"Além das Canções" na 107


O seguimento “Além das Canções: reflexões breves sobre a essência da adoração” vai ao ar de segunda a sexta, as 8h, com reprise as 22h, na rádio 107 http://www.1075fm.com.br/

O roteiro das reflexões segue a ordem das divisões clássicas da Bíblia Sagrada. Começamos refletindo sobre a essência da adoração com base nos livros da Lei, partindo para os livros históricos, e assim por diante.

Cada devocional tem a duração de mais ou menos 3 minutos.

Segue os 4 primeiros episódios por escrito:


#01 – Escrituras: Adoração é um dos temas mais importantes das Sagradas Escrituras. De Gênesis a Apocalipse ela marca presença. Todavia, para compreendermos as lições bíblicas sobre adoração, precisamos procurar além das canções.
Veremos no decorrer de nossos devocionais que a adoração não está presa à música, como muitos imaginam, e que na verdade a essência da adoração é a entrega. As implicações da adoração são tão amplas que a moldura da eternidade não seria grande demais para ela, uma vez que, desde sempre e para sempre, Deus existe e por natureza Ele é digno de louvor. Mas a adoração não se ocupa apenas da realidade cósmica e eterna da criação. Ela está presente também em cada detalhe da nossa vida. Para um verdadeiro adorador, tudo se transforma em adoração e glorificação ao Senhor: o café da manhã, o trabalho, os estudos, o passeio ao shopping, não esquecendo, é claro, dos cultos e da comunhão com os irmãos da fé na igreja.
Em nossa jornada, a luz do nosso caminho será a Palavra de Deus, pois como diz o Salmo 119 e o verso 7, só poderemos louvar ao Senhor com retidão, integridade e sinceridade de coração, quando conhecermos os juízos, diretrizes e ensinamentos justos da Sua Palavra.
Neste seguimento, intitulado “Além das canções: reflexões breves sobre a essência da adoração”, caminharemos pelas principais divisões didáticas da Bíblia Sagrada: os livros da Lei, os históricos, os poéticos, os proféticos, os evangelhos, e as cartas.
Você é nosso convidado especial para ir muito além das canções, e embarcar nessa viagem pela Bíblia, em busca da essência da adoração. E não se assuste se você der de cara com o Senhor. Na verdade, é precisamente isso que acontece quando encontramos a essência da adoração; um encontro com Deus.

#2 – Lei: Os livros da Lei são os cinco primeiros da Bíblia – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio – também chamados de Pentateuco, ou, em hebraico, tôrâ, que significa basicamente “ensino”.[1]
Os livros da Lei nos trazem narrativas a respeito do que Deus fez como Criador e redentor da humanidade e do universo, narrativas das peregrinações dos servos de Deus bem como dos pecados da humanidade, e diretrizes divinas especialmente para aqueles a quem Ele escolheu para pertencerem ao Seu povo de aliança. “Através da Lei Deus mostra seu interesse por todos os aspectos da vida humana”.[2]
Quando os livros do Novo Testamento e o próprio Senhor Jesus Cristo se referem à Lei, quase sempre é para dizer que ela aponta para o Cristo, e que ela denuncia a incapacidade que o ser humano tem de salvar a si mesmo (Lucas 24:44-47; Romanos 3:10, 19-20, 5:20; Tiago 2:10).
Quando o homem pecou, sua comunhão com Deus foi rompida, pois Deus, sendo Santo, não pode tolerar o pecado. Os livros da Lei realçam a santidade e a justiça elevadíssimas de Deus, contrastando-as com o horror do nosso pecado. As exigências de Deus estão realmente muito acima da capacidade humana de cumpri-las (1Pedro 1:16; Isaías 6:3).
Mas, onde a adoração está presente nos livros da Lei? Do início ao fim. A começar por Adão, podemos aprender muitas lições sobre adoração. É possível perceber nas narrativas que mesmo aqueles que se distanciaram de Deus não deixaram de adorar, porém inevitavelmente acabaram se voltando para falsos deuses. Além disso, como já foi dito, a Lei exalta melhor que ninguém a santidade do Senhor. Quando falo sobre isso sempre uso a seguinte ilustração: a santidade de Deus realmente é absoluta. Assim como nada pode sequer aproximar-se demais do sol sem antes ser consumido pelo seu calor, assim o pecado não pode aproximar-se Deus, pois Ele é santo.
A Escritura vai dizer com clareza cada vez maior que o Criador empenhou-se em uma grande jornada para abrir-nos novamente o caminho para Ele. Sabemos que esse caminho é Cristo, que venceu o pecado na cruz do calvário. A Lei não pôde nos salvar, mas ela nos ajudou a entender um pouco melhor o quanto Deus é santo, o quanto somos pecadores e incapazes de chegarmos a Deus por conta própria, o quanto Deus nos ama – ao ponto de dar sua vida por nós – e, portanto, o quanto Ele é digno de todo nosso louvor, amor, e adoração.

#03 – Digno: A Bíblia Sagrada apresenta muitas razões para adorar a Deus: Ele é bom, é Amor, é soberano, Sua fidelidade dura para sempre, e esta lista poderia estender-se ainda muito mais. Mas deixe-me lhe dar um conselho: quando você estiver procurando razões para adorar a Deus, lembre-se e creia que Ele é digno de adoração (Apocalipse 5:12).
Em Deus, a palavra “digno” é tão forte que é simplesmente impossível estar diante dEle e não adorá-lo. Você já parou para imaginar como seria estar diante de Deus, face a face?  Tanto amor, tanta luz, tanta glória, tanta majestade, tanta beleza irradiando dEle! Ah! Simplesmente seria impossível não admirá-lo e exaltá-lo. Porém eu sei que você não viu nada disso – ainda. Por isso, saiba que este é o tempo de o adorarmos pela fé.
O Senhor decidiu não revelar toda Sua glória e Sua Face ao mundo – por enquanto. Neste tempo, Ele está dando-nos a oportunidade de crer no testemunho da Bíblia Sagrada, dos seus servos, e da própria criação (que sinaliza a sabedoria e o poder ilimitados de um Criador perfeito e soberano). O Senhor ainda não nos mostrou Sua Face gloriosa, mas a fé é a certeza das coisas que não se veem. Contudo, chegará O Dia em que Ele se manifestará por completo ao mundo, e todo olho O verá. Então, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor (Romanos 14:11; Filipenses 2:10-11). Naquele Dia se cumprirão as palavras de Jesus: “bem aventurados os que não virão mas creram(João 20:29), porque eles receberão a gloriosa recompensa de viver para todo o sempre na presença de Deus. “‘Depois que a geração dos apóstolos desapareceu, todos aqueles que vieram a crer no Senhor crucificado e ressurreto creram sem ver, e para estes vale a bem-aventurança [...]. A fé é produzida em nós não pelo que vemos mas (como Paulo diz) ‘por ouvir a mensagem, e a mensagem que vem por meio da pregação a respeito de Cristo’”.[3]
A grande verdade é que a adoração é um ato de fé. Fé naquele que é eternamente e irresistivelmente digno de adoração. E como Jesus disse, “esta é a hora em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade(João 4:23). Então, não perca mais tempo. Creia e adore-o. Faça o que diz a Bíblia:
Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém!” (1Timóteo 1:17)

#04 - Adão:[4] É interessante notar que já no 1° livro da Bíblia podemos aprender muito sobre adoração. O autor sagrado diz que Deus e o homem tinham um verdadeiro relacionamento de comunhão. Eles caminhavam juntos e conversavam – batiam altos papos. Não havia medo nem conflitos. Adão não tinha nada para esconder do Senhor. O amor, a santidade e a intimidade eram a atmosfera do jardim do Éden. E é aqui que encontramos a essência da adoração bíblica. O próprio relacionamento de comunhão que Adão tinha com Deus nos revela essa essência. Adoração não é apenas um momento de culto no domingo à noite, onde as pessoas exaltam a Deus com palavras e canções. Muito mais que isso, adoração é uma vida com Deus.
A Bíblia diz que devemos andar em espírito, ligados com o Senhor o tempo todo, 24 horas por dia (Colossenses 3:1-3; 1Tessalonicenses 5:17). Quando entregamos nossa vida sem reservas ao Senhor Jesus, Ele entra no nosso coração e faz morada em nós. Ele não entra apenas para passar as férias e depois voltar para a sua casa nos céus. Ele vem para ficar. Por esta razão, só é possível ser um verdadeiro adorador passando pelo novo nascimento. Jesus afirmou que ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer de novo. Portanto, quem nasce de novo passa a viver no Reino de Deus. Não se trata de uma rápida visita, mas de uma vida inteira. A Bíblia chama isso de vida eterna. Por isso a Escritura diz: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é. As coisas velhas se passaram. Eis que tudo se fez novo(2Coríntios 5:17). A vida passa a ser uma adoração. A adoração passa a ser uma vida com Deus.
Querido ouvinte, o nosso Criador sempre estará pronto para ter comunhão com você. O melhor conselho que alguém pode lhe dar é: viva com Deus desde agora e para todo o sempre. Se assim for, você vai descobrir o que é ser um verdadeiro adorador, e vai conhecer a satisfação de desfrutar eternamente do incomparável amor de Deus. E eu posso lhe garantir: não há nada melhor.


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Além das canções: reflexões breves sobre a essência da adoração
Um forte abraço. Deus lhe abençoe sempre!
#AlémDasCanções




[1] HARRIS (org.), 1998, p.662.
[2] ____, p.662.
[3] BRUCE, 1987, p.337.
[4] Ler Gênesis 2:19, 25, 3:1-10.