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27 setembro, 2012

O Desafio do Presbitério


Quando fui ordenado diácono da Assembléia de Deus, escrevi uma mensagem sobre o desafio da diaconia: http://edercarvalho.blogspot.com/2011/02/o-desafio-da-diaconia-eder-billy.html?spref=tw

(Éder Billy Carvalho: ordenado ao presbitério da AD em 25/09/2012)

Na última terça-feira, dia 25/09/2012, fui ordenado presbítero, e trago novamente uma reflexão.

Começo dizendo que o presbitério não exclui a diaconia. Uma vez diácono, sempre diácono. Ser diácono é ser servo. Um exemplo claro e prático disso é o apóstolo Pedro, que era presbítero – “...eu, que sou também presbítero...” (1 Pe 5.1) – e ao mesmo tampo, servo de Jesus – “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo...” (2 Pe 1.1). Ou seja, o presbítero segundo o coração de Deus nunca deixará de servir a Cristo e aos irmãos com amor e alegria.

Mas, o fato é que os presbíteros são incumbidos de maiores responsabilidades. Vejamos as admoestações que Pedro faz aos presbíteros:

1.1 apascentar o rebanho de Deus
1.2 com cuidado
1.2 voluntariedade
1.3 com pureza de coração (nem por torpe ganância)
1.4 com prontidão e ânimo
1.5 sem praticar abuso de autoridade (nem como tendo domínio sobre a herança de Deus)
1.6 sendo um bom exemplo a ser seguido

Veja o texto Sagrado:
1- Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: 2- Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; 3- Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho (1 Pedro 5:1-3).

Na igreja primitiva, os presbíteros tinham funções de governo, administração, pastoreio, instrução e ensino. Portanto, o presbítero deve ser um homem de caráter, sabedoria, conhecedor das Escrituras, e cheio de amor e do Espírito Santo. Sem dúvida, o presbítero deve ser um homem de Deus. Não é sem razão que Tiago chama para eles a responsabilidade de orar pelos enfermos.
14- Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; 15- E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados (Tiago 5:14-15).

Devemos ter o cuidado de interpretar este texto corretamente. Tiago não está dizendo que, absolutamente todas as enfermidades serão curadas sempre que os presbíteros e a igreja orarem. Mas o texto deixa claro que Deus é poderoso para operar qualquer milagre. Portanto, o presbítero deve ser um homem de fé.
Que Deus me ajude e me dê graça para ser um presbítero que glorifique Seu nome na terra. Que eu seja sempre um homem a quem Deus usa!

(Minha esposa Monique - fiel companheira de vida e ministério, à qual eu devo muito - Amo você)

(Meus pais, meus mestres e mentores: Pr. Esequiel Carvalho e miss. Noeli de Oliveira Carvalho, aos quais eu devo muito)

(Pr. Ademírcio dos Santos: pastor do distrito 1 da AD Jlle - meu pastor - o homem de Deus que me apresentou ao diaconato e ao presbitério, e ao qual eu devo muito)

A todos os familiares, amigos, irmãos e pastores que acreditaram em mim, muito obrigado. Jamais encontrarei palavras para expressar toda a gratidão da qual vocês são dignos.

A Deus - meu tudo, princípio e fim, Ele que é minha vida, meu caminho e meu destino - toda honra, glória, louvor e adoração para todo o sempre. 

A ti, Senhor, dedicarei minha vida, com amor e alegria, até que eu esteja com o Senhor na glória eterna.


Meu Twitter: @edercarvalho_

A todos, abraços e Paz!

Outras fotos:



(Pr. Sérgio Melfior - pastor presidente da AD Jlle e secretário da CIADESCP - Homem de Deus)


(Pr. Nathanael Mello - pastor vice-presidente da AD Jlle - homem que muito têm abençoado meu ministério)

Louvo ao Senhor pela vida desses homens de Deus, com os quais eu tenho aprendido muito, e tenho desfrutado do privilégio de estar sob a cobertura espiritual deles.



(Meu irmão Eliezer Carvalho - traje verde - foi ordenado Diácono no dia anterior - 24/09/12)

Parabéns mano! Devo muito a você! Muito mesmo! Deus o abençoe grandemente!








03 setembro, 2012

Pastores entre ovelhas e Ovelhas entre lobos



“Ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 10:6)

“Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos...” (Mateus 10.16).

Jesus está treinando e preparando seus discípulos. Em um determinado episódio, o Mestre os envia pelas terras e aldeias da palestina, desprovidos de dinheiro, alforge, e outros recursos básicos e necessários. Observando isso, compreendemos porque Jesus usou a expressão “ovelhas no meio de lobos” - denotando total fragilidade e dependência.

Neste contexto, Jesus destrói o conceito de auto-suficiência pastoral ou ministerial. Ao mesmo tempo em que o Mestre nos ensina que os discípulos devem ser pastores para as ovelhas perdidas, Ele também ensina que esses mesmos pastores são também como ovelhas – no meio de lobos. Exemplo:

Davi era o pastor de Israel. “Então, todas as tribos de Israel vieram a Davi... dizendo: ‘...O Senhor te disse: _Tu apascentarás o meu povo’” (2 Sm 5.1-2). Mas esse mesmo pastor escreveu um dos mais belos Salmos dizendo: “O Senhor é o meu Pastor; nada me faltará” (Sl 23.1). Não há pastor nesta terra que não seja ovelha. O supremo pastor é Cristo. Ele é quem nos envia como ovelhas para o meio de lobos, e Ele também é quem nos diz “As minhas ovelhas ouvem a minha voz... e elas me seguem... e ninguém as arrebatará das minhas mãos” (Jo 10.28). Mesmo como ovelhas no meio de lobos, estamos seguros em Cristo, pois o bom pastor nunca nos deixa sós – “...eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20).

A expressão “ovelhas no meio de lobos” também fala de sofrimento. No sermão do monte, Jesus já havia dito:

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós (Mt 5.10-12).

Da mesma forma, ao enviar os 12, Ele os adverte dos sofrimentos:

Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; E sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios (Mt 10.17-18).

Nós, crentes brasileiros da atualidade, estamos longe de entender isso, pois o Brasil é um país livre e nossa fé já não provoca perseguição. Mas a verdade é que um verdadeiro profeta não poderá exercer todo o seu ministério sem passar pelo sofrimento. Mesmo no Brasil, Deus sempre permitirá provações e sofrimentos para que sejamos aperfeiçoados em Cristo Jesus.

Eis o paradoxo: os escolhidos de Deus são enviados como pastores a um mundo cheio de pessoas que vivem como ovelhas perdidas e aflitas. Ao mesmo tempo, somos enviados como ovelhas para o meio de lobos; uma vida missionária de sofrimento e total dependência de Deus – o qual é o Bom e Supremo Pastor que nos guarda e guia mansamente à águas tranqüilas.  

A todos, abraços e paz!

Twitter: @edercarvalho_

16 julho, 2012

A Verdadeira e a Falsa Adoração



A VERDADEIRA ADORAÇÃO E SEU PREÇO INCALCULÁVEL
Então Maria pegou um frasco de nardo puro, que era um perfume caro, derramou-o sobre os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E a casa encheu-se com a fragrância do perfume” (Jo 12.3 - NVI).
           
João não exagerou quando disse que o perfume era muito caro.

“A julgar pela parábola dos trabalhadores na vinha, em Mateus, onde diaristas são contratados por um denário por dia, 300 denários manteriam em nível de sobrevivência um operário e sua família durante um ano (não receberiam pagamento, naturalmente, em sábados e feriados)”[1].

            Maria desperdiçou, investiu, ou simplesmente ofereceu um perfume de tal valor a Jesus? O coração de um verdadeiro adorador saberá a resposta certa.
            Em Betânea, Maria nos constrange com sua profunda demonstração de amor ao Senhor. Sinceramente, lendo este texto, fico querendo saber até onde realmente vai o meu amor por Deus.
            Jesus, em resposta ao questionamento mal-intencionado de Judas, relacionou a atitude de Maria com Sua morte e sepultamento. Além do caráter profético de Suas palavras, de certa forma Jesus estava dizendo que enquanto outros esperariam a morte de Jesus para gastar com liberalidade embalsamando seu corpo, ela quis honrá-lo em vida. Muita gente vive esquecida e abandonada durante muitos anos, mas quando estão no caixão, os parentes aparecem com flores nas mãos e até com lágrimas nos olhos. Pergunto: que tipo de amor é esse?

Davi se recusou a oferecer a Deus, sacrifício que não lhe custasse nada (2 Sm 24.24). O mesmo Davi dizia que o Senhor era para ele o seu maior valor “... Tu és o meu Senhor; não tenho outro bem além de ti” (Sl 16.2). O que para muitos é desperdício, para um adorador é ainda pouco para demonstrar todo o seu amor pelo Mestre.

A PUREZA DA VERDADEIRA ADORAÇÃO
Qual interesse Maria poderia ter com aquela atitude? Ela era uma mulher. Jesus não tinha qualquer relação com Roma nem com os fariseus, portanto, politicamente ela não tinha qualquer esperança de receber alguma posição de destaque em troca de sua atitude. É muito claro, para qualquer leitor, que o único interesse de Maria era adorar ao Senhor Jesus por causa do grande amor que tinha por Ele.
Esta é a verdadeira adoração. Ela não tem segundas intenções, nem esperança de retribuição. Ela se recusa a aceitar o discurso da teologia da prosperidade. Adoração não é semente que germina benefícios e bênçãos para o semeador. Jesus não devolveu a Maria, cem vezes mais do que o valor que ela “investiu” em Jesus. Qualquer homem dinheirista e sem temor de Deus diria que ela desperdiçou dinheiro aos pés de Jesus. Ora, Deus não é banco e nem tampouco supermercado. Deus é simplesmente digno de receber toda honra, glória, riqueza, louvor e adoração. O adorador sabe disso, e não mede esforços nem recursos para adorar ao Senhor que o amou e o salvou com infinita graça e misericórdia.
A adoração não é semente, pelo contrário, é fruto. Uma vez que a semente do evangelho germina no coração de alguém (Mt 13.23), ela produz amor e adoração, e é nesse espírito que o verdadeiro discípulo de Jesus frutifica no Reino de Deus, vivendo e pregando o evangelho de Cristo. O louvor é fruto dos lábios que confessam a Deus (Hb 13.5). Uma vez que confessamos a fé no Filho de Deus como nosso Senhor e Salvador, a salvação que recebemos traz consigo o poder regenerador do Espírito Santo. O Senhor começa a criar em nós um coração cheio de amor e gratidão. Ou seja, a adoração não é uma moeda de troca ou uma forma de receber, mas é a reação de quem já recebeu o presente maior, a vida eterna. O amor de Deus é a fonte da nossa adoração!

O CORAÇÃO DE UM ADORADOR    
            Maria foi aos pés de Jesus para ungi-los e secá-los com seus cabelos. Uma atitude que certamente causou estranheza aos demais presentes. Há uma certa extravagância aqui. Apesar de saber que seria julgada, Maria não se importou, e prostrou-se aos pés do Senhor.
            Encontramos no hebraico alguns sentidos para a palavra adoração. O primeiro deles é pelah: “servir, adorar, reverenciar, ministrar”. Temos também a palavra “abîdâ”: “serviço, trabalho, ritual, adoração”, e ainda sãgad: “protrar-se em adoração”[2].
            A adoração desvincula-se da música. Enquanto que o louvor preserva laços discretos com a música, a adoração nos desvia deste foco e nos leva para uma atitude do coração, embora saibamos que é perfeitamente possível adorar cantando – e este é o alvo do louvor congregacional.
            O coração do homem, especialmente na concepção dos antigos hebreus, fala de “todo o ser” na sua dimensão interior, e não apenas de seus sentimentos. Um ato de adoração na verdade é um ato do coração. Um adorador pode, perfeitamente, estar de pé enquanto adora a Deus, mas seu coração deve estar prostrado diante do Senhor. Adoração é rendição, entrega e consagração apaixonada e integral ao Senhor. Ela ultrapassa a dimensão das atitudes e gestos e abraça toda a perspectiva de uma vida em sua plenitude. 

A FALSA ADORAÇÃO
Mas Judas Iscariotes, o discípulo que ia trair Jesus, disse:
_ Este perfume vale mais de trezentas moedas de prata. Por que não foi vendido, e o dinheiro, dado aos pobres?” (Jo 12.4-5 - NTLH).

Quando Jesus afirmou que o Pai procura verdadeiros adoradores, ficou evidentemente subentendido que existem os falsos adoradores.
O homem de Gadara, possuído por uma legião de demônios, ao ver de longe Jesus adentrando na província dos gadarenos, “correu e adorou-o. E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes” (Mc 5.6-7). Esta narrativa suscita a seguinte pergunta: Quem adorou ao Senhor Jesus, o homem ou os demônios que nele estavam?
Na minha forma de ler o texto, entendo que foram os próprios demônios que adoraram a Jesus. Por quê? Encontramos a resposta quando observamos que Jesus foi identificado muito rapidamente como “o Filho do Deus altíssimo”, pois Ele ainda estava longe quando o gadareno pronunciou este reconhecimento da divindade do nazareno. Acertadamente, alguém disse que hoje é difícil reconhecer que Jesus era homem, e é bem verdade que para os contemporâneos de Jesus o difícil era reconhecê-lo como Deus. Até mesmo os discípulos mais próximos de Jesus tinham dificuldade de reconhecer quem realmente era Jesus, freqüentemente vacilavam entre a fé e a incredulidade. Os homens têm dificuldade de identificar Jesus, em contrapartida, como disse Tiago, os demônios crêem e tremem (Tg 2.19). Por estas razões, creio que não foi o homem quem adorou a Jesus, mas sim os demônios.
Porém, obviamente, esta não foi uma adoração agradável ao Senhor. O interesse dos demônios era convencer Jesus a não expulsá-los. Toda e qualquer forma de adoração que seja mal-intencionada e interesseira será classificada como falsa adoração. A verdadeira adoração daquele homem aconteceu somente depois de sua libertação, quando ele decidiu ficar aos pés de Jesus, e posteriormente quis seguir a Jesus como um de seus discípulos. Se alguém decide ficar na presença de Deus e consagrar-lhe a vida para servi-lo, este alguém está demonstrando o caráter e as implicações da verdadeira adoração.
Não pense o leitor que, dentro da igreja, no momento do culto, onde sabemos que o Senhor se faz presente (Mt 18.20), não haverá falsa adoração. Jesus estava presente em Betânea, na mesma casa onde também estavam Judas e Maria. Se fizermos a leitura deste texto (Jo 12.1-8) olhando para Maria identificaremos a verdadeira adoração. Mas se olharmos para Judas encontraremos a falsa adoração. Sim, os verdadeiros e os falsos adoradores podem perfeitamente dividir o mesmo espaço físico. É possível que alguém cante os louvores congregacionais de mãos levantadas e até mesmo derrame lágrimas, e mesmo assim estar apenas representando e, assim, oferecendo uma falsa adoração ao Senhor – como se Deus pudesse ser enganado. Porém, não nos esqueçamos que, em um caso como este, não temos o menor direito de abordar a pessoa e acusá-la de falsa adoração. Basta que a deixemos condenar a si mesma perante o Senhor que sonda os corações e sabe discernir todas as mais profundas e secretas intenções (Sl 139; Hb 4.12). O juízo deve permanecer exclusivamente nas mãos de Deus. O próprio Jesus fez assim. Sabia quem realmente era Judas, mas o deixou livre para escolher seu próprio destino. Jesus não lhe destituiu do cargo de tesoureiro do grupo, nem deixou de lhe servir a ceia. Judas condenou a si mesmo.
  
A BANALIDADE DA FALSA ADORAÇÃO
Algum leitor desatento e desavisado poderia imaginar que a sugestão de Judas era das mais louváveis e dignas de um cristão. Vender um perfume caríssimo e distribuir o dinheiro aos pobres não é uma atitude ruim, pelo contrário, é uma ótima iniciativa e um verdadeiro ato de adoração. Mas, muito facilmente, palavras e aparências enganam. E para ter certeza de que ninguém seria enganado pela sugestão de Judas, o evangelista João fez questão de nos informar que “Judas disse isso, não por que tivesse pena dos pobres, mas porque era ladrão. Ele tomava conta da bolsa de dinheiro e costumava tirar do que punham nela - NTLH” (Jo 12.6). Em outras palavras, o traidor não se importava com os pobres, mas sim com o seu bolso.

O CONTRASTE ENTRE A FALSA E A VERDADEIRA ADORAÇÃO
Indubitavelmente, estamos diante de um contraste gritante. Enquanto Maria derramou liberalmente um valor superior a trezentas moedas de prata aos pés de Jesus só para adorá-lo e honrá-lo, Judas O vendeu por trinta moedas de prata. Para Maria, Jesus valia muito mais do que trezentas moedas de prata, e todo esse valor ainda era pouco para expressar o amor que ela tinha por Jesus. Para Judas, trinta moedas era o suficiente para entregar Jesus aos principais dos sacerdotes, para que estes, em complô com os romanos, pudessem matá-lo. Verdadeiramente, há um oceano de diferenças entre o falso e o verdadeiro adorador.

A todos, abraços e Paz!!



[1] BRUCE; F.F.; João, Introdução e comentário; Série Cultura Bíblica; Vida Nova; p.221; São Paulo, SP.
[2] HARRIS, R Laird organizador; Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento; tradução Márcio Loureiro Redondo, Luiz Alberto T. Sayão, Carlos Osvaldo C. Pinto; p.1725; p.1717; p.1027; Vida Nova; São Paulo, 1998.


04 junho, 2012

3 Razões Pelas Quais Devemos Orar




1) Porque não é uma opção. Para o crente, a oração é um ordem. 

Jesus disse: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação" (Mt 26.41). Paulo disse: "Orai sem cessar" (1 Ts 5.17). Para quem é servo, oração não é um pedido, É UMA ORDEM!!!

2) Porque sem uma vida de oração, seremos crentes e ministros medíocres e superficiais.

A oração é o diálogo de relacionamento com Deus. Sem esse relacionamento, não teremos intimidade com o Senhor. Não existe intimidade sem relacionamento. É através da oração que nos relacionamos com Deus. E é como resultado desse relacionamento que virá a intimidade com o Senhor.

3) Porque a oração faz as coisas acontecerem.

Quando nós NÃO oramos, as coisas NÃO acontecem. "Nada tendes, porque nada pedis" (Tg 4.2). A recíproca é verdadeira. Quando oramos, as coisas acontecem. "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis" (Mt 7.7).

CONCLUSÃO

Não deixe de orar. Todo dia é dia de oração. 
Se fizermos isso, estaremos obedecendo a Deus, conhecendo-o com mais intimidade, e vendo-o agir e fazer as coisas acontecerem.

Um abraço a todos! Graça e Paz!


"Mas Jesus retirava-se para lugares solitários, e orava” (Lc 5.16 - NVI).



12 maio, 2012

FELICIDADE - Feliz dia das Mães


FELICIDADE 

Música que escrevi em homenagem à minha querida Mãe, 
Noeli de Oliveira Carvalho, 
contando um pouco de sua história                                         



Há uma história tão linda que eu gosto de contar
Era uma bela menina criada à beira-mar

Teve sua história mudada quando à Cristo encontrou
Uma criança, apenas, servindo ao Salvador.

Um testemunho nos lábios e uma bíblia nas mãos
O pai a quem tanto amava não era um dos irmãos

Sua mãe lhe mostrou o caminho do amor
Apanhou e sofreu por amar ao Senhor

            Hoje eu sei que Jesus é maior do que tudo
            Jesus é melhor do que o mundo
            Ele sofreu bem mais que eu
            Felicidade é ser de Deus

Era criança ainda quando seu pai faleceu
Juntas então mãe e filha buscam consolo em Deus

E Ele preenche os vazios, se revelou como Pai...
Daquela pobre menina e encheu sua alma de paz

O tempo passa, ela cresce sempre servindo a Jesus
Prega o evangelho e canta: “Eu Amo a Mensagem da Cruz”.

Como mãe me mostrou o caminho do amor
Uma vida inteira feliz com o Senhor

            Hoje eu sei que Jesus é maior do que tudo
            Jesus é melhor do que o mundo
            Ele sofreu bem mais que eu
            Felicidade é ser de Deus

Mãe eu te amo tanto e sempre vou amar
Me ensinou no caminho onde eu devo andar
            E hoje eu posso cantar...



A Todas as mães, feliz dia das mães! 


Meu Twitter: @edercarvalho_
                                                                                                                     

03 abril, 2012

Rm 12:1-2: Adoração, santidade e conhecimento de Deus


INTRODUÇÃO

Como conhecer àquele de quem a sabedoria e o conhecimento são mais profundos que o oceano, e os juízos e caminhos, insondáveis e inescrutáveis? Talvez, Romanos 12:1-2 seja o texto que melhor explica a forma pela qual podemos ter a mente de Cristo, ainda que o assunto continue envolto no mistério tremendo da fé. “Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1Co 2:16). No capítulo 11 de Romanos, Paulo diz que o desejo de Deus é que todos os homens da terra – judeus e gentios – sejam salvos. Ao iniciar a leitura do capítulo 12, percebemos que o apóstolo está nos mostrando o caminho que levará ao conhecimento desta vontade soberana. Em apenas dois versículos, somos ensinados sobre o que é a verdadeira adoração, qual a postura de santidade que devemos ter diante do mundo, e como podemos conhecer a Deus e Sua vontade.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:1-2).

“...Rogo-vos...” (exorto... a vós): No original grego, Paulo usou a palavra exortação[1]. Porém, no contexto, percebemos que ela tem um tom de pedido. É que a compreensão geral que se tem da palavra “exortação” é equivocada, pois não quer dizer “repreensão”, mas sim, “chamar para perto, auxiliar, ajudar, consolar, encorajar[2]. Portanto, neste texto, estamos diante de uma autêntica exortação.

“...Irmãos...”Embora o texto sagrado deva ser proclamado a todos indistintamente, na situação original ele foi endereçado aos crentes em Cristo Jesus. Sim, esta exortação bíblica é dirigida aos salvos, eu e você. Nós somos os destinatários. Portanto, nós precisamos aprender mais sobre adoração, santidade, e conhecimento de Deus sim. Ninguém aqui é sabe-tudo. Todos somos discípulos em processo de aprendizado e aperfeiçoamento.

“...Pelas misericórdias de Deus...”No original, não existe virgula depois da palavra “Deus”, o que sugere que somente pela misericórdia de Deus é que podemos apresentar-lhe nossas vidas como oferta totalmente consagrada. Não fosse a misericórdia de Deus, jamais seríamos aceitos, mas graças à obra de Cristo na cruz, somos aceitos pelo Deus santo e justo.

“...O vosso corpo...”O conceito paulino de “corpo” vai além da ideia de matéria. O templo de Espírito Santo envolve tudo em nós. Significa que o apóstolo está nos exortando a apresentar tudo de nós a Deus.
Nem, tampouco, apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; (Rm 6:13).
Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo...” (1Co 6:19).

“...Sacrifício vivo, santo e agradável...”Não se trata de sacrifícios de animais, pois Cristo os invalidou (Hb 10:4,9,10). Trata-se de uma ilustração (“sacrifício de louvor= ação de graças” – Sl 50:14). Devemos nos consagrar totalmente a Deus, vivendo para Sua glória em cada detalhe de nossas vidas.
Sacrifício vivo é a vida do crente que morreu para o pecado e agora vive para Deus, por meio de Cristo, pela própria vida do Cristo e pela fé nEle.
Somos “corpo de Cristo” (1Co 12:27), e “pedras vivas” (“Vós, também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” – 1Pd 2:5). Isso é agradável a Deus, pois a justiça e santidade de Cristo são perfeitas, e satisfazem a perfeita vontade do Deus perfeito. É como diz o teólogo brasileiro Alfredo Borges Teixeira (1878-1975): Na cruz, “a Jesus foram imputados os pecados dos homens, e aos homens foi imputada a justiça de Jesus”[3].

“...A Deus...”Esta pequena expressão fecha a porta para a “religiosidade”. No sentido negativo, a palavra “religiosidade” refere-se à preocupação meramente externa e teatral daqueles que realizam atos piedosos com o propósito de impressionar os outros e conquistar seus aplausos. Em outro texto, Paulo também combate este mal, dizendo: “Procura apresentar-te a Deus... (2Tm 2:15)”. A Deus, não aos homens.

“...Culto racional...”O ato de apresentar envolve a decisão da mente. Entregamos nossas vidas a Deus, e isso racionalmente. Decidimos que viveremos para Ele, o que só é possível por meio dEle, mas que também não aconteceria sem a participação da nossa vontade. Existe aqui uma cumplicidade entre a vontade de Deus e a vontade do homem. É bem verdade que quase tudo em nossa salvação e espiritualidade depende da vontade dEle, mas também é verdade que Deus optou por posicionar-se eticamente diante da nossa vontade/escolha. Em outras palavras, apesar de o culto racional depender de Deus, ele também requer (em um segundo momento) a nossa contribuição e decisão. O “sacrifício vivo, santo e agradável”, é o “culto racional”, e ambos podem também ser chamados de “verdadeira adoração em espírito e em verdade”.

“...Não vos conformeis com este século...”O texto original diz: “E não sejais amoldados a este século...[4]. Isso significa não acreditar em tudo o que a mídia diz, nem aderir ao estilo de vida dos ímpios. Precisamos trabalhar, estudar, conversar, compreender e ajudar os ímpios em suas necessidades físicas, sociais, emocionais e espirituais, influenciando-os, sem sermos influenciados.

Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;” (1Pd 1:14).
Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1Jo 2:15).
E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo 2:17).

Significa não alienar-se dos ímpios, mas também, não assemelhar-se a eles. Seja você. Sejamos nós mesmos. Nosso verdadeiro “eu” sobrevive somente em Cristo. Aquele que não for moldado pelo mundo, este sim poderá ser um verdadeiro cristão. Ser cristão é ser parecido com Cristo. O Criador nos fez imagem e semelhança Sua. O pecado, por sua vez, quando nos alienou do Criador, manchou nossa imagem e falsificou nosso “eu”. Não se conformar com o mundo é afastar-se do pecado e aproximar-se de Deus, por meio de Cristo, e assim, nosso “eu” verdadeiro encontra o caminho aberto para vir à tona. Alienar-se do pecado é assemelhar-se a Cristo, alienar-se de Cristo é, de certa forma, assemelhar-se ao Diabo”Digo isso porque o Diabo foi criado muito diferente do que é hoje, pois ele era um anjo de Deus (Lúcifer). Quando separou-se de Deus, Lúcifer foi deformado pelo próprio mal, e veio a ser Satanás. Sim, separado de Deus ele está totalmente deformado. Guardadas as devidas proporções, também ficamos deformados quando nos afastamos de Deus. A diferença é que para Satanás não há volta, mas para nós, Jesus é o caminho que nos leva de volta para Deus.

“...Transformai-vos pela renovação da vossa mente...”Segundo a linguagem bíblica, a renovação da mente acontece quando nos despimos do velho homem e nos vestimos do novo, que se renova pelo poder do Espírito de Deus em nós.
E vos renoveis no espírito do vosso sentido, e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4:23-24)
E vos vestistes do novo [homem], que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;” (Cl 3:10).
Este é um ato de fé e de regresso. Renovação, de certa forma, significa retrocesso. É como que voltar ao jardim do Éden, o qual encontramos na cruz de Cristo. Lá ficou a vida eterna que perdemos por causa do pecado. Somente lá podemos ser “nova criatura”. Essa nova criatura que nasce “da água e do Espírito” tem mente nova. Sua mente é renovada pela Palavra, para semelhança da mente de Cristo, e traduzida pelo Espírito Santo de Deus.

“...Para que...”Há um propósito em tudo isso.

“...Experimenteis...”Experimentar aqui também pode ser entendido por “provar, saborear, conhecer”.
Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia” (Sl 34:8).
“Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Ef 5:17).

“...A boa, agradável e perfeita vontade de Deus...”Porque Deus é Bom, Agradável e Perfeito, Sua vontade, que dEle é inseparável, também é boa, agradável e perfeita. O original grego abre espaço para estas duas possibilidades. Não precisamos escolher uma em detrimento de outra, pois ambas são verdadeiras.

Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição ... não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus ... Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação” (1 Ts 4:3,5,7).

                Não nos esqueçamos que no capítulo 11 o apóstolo Paulo nos informara do plano universal de salvação de Deus. A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos. Portanto, somos desafiados a uma vida de santidade e missão, pois Deus quer que sejamos santos, e quer salvar o mundo através de nós.
O conhecimento de Deus implica em pelo menos estas duas mudanças de vida.
Primeiro: “conhecer a Deus é ser santo”.
Segundo: “conhecer a Deus é dedicar a vida para Sua glória e proclamar o Evangelho de Cristo ao mundo”.

CONCLUSÃO

Se seguirmos a exortação bíblica, dedicaremos toda a nossa vida para a glória de Deus em verdadeira adoração, contrapondo-nos ao sistema pecaminoso deste século, com a mente renovada em Cristo (ter a mente de Cristo – 1Co 2:16)), e assim conheceremos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, que é a salvação do mundo, e a nossa santificação – sem a qual ninguém verá ao Senhor.


EM OUTRAS TRADUÇÕES:

Rm 12:1-2 – A Mensagem1: “Portanto, com a ajuda de Deus, quero que vocês façam o seguinte: entreguem a vida cotidiana – dormir, comer, trabalhar, passear – a Deus como se fosse uma oferta. Receber o que Deus fez por vocês é o melhor que podem fazer por Ele. 2: Não se ajustem demais à sua cultura, a ponto de não poderem pensar mais. Em vez disso, concentrem a atenção em Deus. Vocês serão mudados de dentro para fora. Descubram o que Ele quer de vocês e tratem de atendê-lo. Diferentemente da cultura dominante, que sempre os arrasta para baixo, ao nível da imaturidade, Deus extrai o melhor de vocês e desenvolve em vocês uma verdadeira maturidade”.

Rm 12:1-2 – NTLH: 1: “Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. 2: Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele”.

Rm 12:1-2 – NVI: 1: “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. 2: Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

A todos, abraços, graça e paz!!!

Éder Carvalho
http://fb.com/officialedercarvalho





[1] Novo Testamento interlinear grego-português. Barueri, SP : Sociedade Bíblica do Brasil, 2004; p602.
[2] Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego; Rio de Janeiro, CPAD, 2011; Dicionário Grego de STRONG anotado pela AMG; p2339.
[3] Revista Ultimato; Ano XLV - n° 335; Março-Abril 2012; Editora Ultimato Ltda; p26

[4] Novo Testamento interlinear grego-português. Barueri, SP : Sociedade Bíblica do Brasil, 2004; p602.

02 março, 2012

Salmo1




1- Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
O justo retratado pelo salmista é contrastado com o ímpio. Quais são as diferenças entre eles? As roupas? Não. A classe social? Não. Lugar onde moram, estudam ou trabalham? Não. Então qual é a diferença? Só uma palavra: “afinidade”. Para compreendermos melhor esta afirmação, vamos traçar um paralelo entre o Salmo 1 e Provérbios 12.
O justo não tem afinidade com as diretrizes dos ímpios – o conselho dos ímpios é contrário ao conselho dos justos: “Os pensamentos dos justos são retos, mas os conselhos dos ímpios, são engano” (Pv 12:5).
O justo não tem afinidade com a filosofia de vida dos ímpios – o caminho dos ímpios é contrário ao caminho dos justos: “O justo é um guia para o seu companheiro, mas o caminho dos ímpios os faz errar” (Pv 12:26b).
Os justos Não tem afinidade com a maneira pela qual os ímpios expressam sua filosofia de vida, pois em sua forma de expressão, os ímpios são escarnecedores: “As palavras dos ímpios são ciladas para derramar sangue, mas a boca dos retos os livrará” (Pv 12:6).

2- Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
O verdadeiro justo é aquele que não apenas se recusa a comungar com as afinidades dos ímpios, mas se empenha em conhecer as afinidades de Deus, e isso só é possível por meio de meditação diária e profunda na Lei do Senhor.
Além disso, estudar a Bíblia como um acadêmico ainda não é o suficiente, pois a meditação que agrada a Deus é fruto de um puro e sincero amor por Sua Palavra. “Oh! Quanto amo a Tua Lei! É a minha meditação em todo o dia!” (Sl 119:97).
Esta meditação movida pelo amor resultará em evangelismo, serviço e cuidado ao próximo, pois a Bíblia nos desafia a amar a todos e pregar o evangelho a todo o mundo (Mt 5:44; Mc 16:15).

3- Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
“O homem de bem alcançará o favor do Senhor” (Pv 12:2a).
No Reino de Deus, prosperar é sinônimo de frutificar, por isso a figura da árvore plantada junto a ribeiros de águas. Frutificar é praticar a justiça do Senhor, semeando o amor e o evangelho de Jesus. Ser bem-aventurado significa ser plenamente satisfeito. O justo recebe de Deus a plena satisfação e a verdadeira prosperidade. 

Tudo quanto fizer prosperará: Mas a que se refere este “tudo quanto fizer”? O que é que um verdadeiro justo faz? Ele faz exatamente o contrário do que o ímpio faz. Ele não dá conselhos maus, mas sua boca gera livramento (Pv 12:6 – “As palavras dos ímpios são ciladas para derramar sangue, mas a boca dos retos os livrará”). Ele não trilha o caminho do erro e da morte, mas o caminho da vida (Pv 12:16 – “O justo é um guia para o seu companheiro, mas o caminho dos ímpios os faz errar”). Ele não age como um escarnecedor, mas suas atitudes são um deleite para Deus (Pv 12:22b – “os que agem fielmente são o Seu deleite”).  

4- Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
“Transtornados serão os ímpios, e não serão mais” (Pv 12:7a). O fim do caminho dos ímpios é a morte e o inferno. No fim, eles verão que tudo o que fizerem não teve valor algum diante da eternidade.
Além disso, para o “aqui” e o “agora”, a vida de um ímpio não pode produzir a justiça do Reino de Deus. A justiça do Reino de Deus só pode ser ministrada pelos ministros de Deus, pois Ele é a própria fonte da justiça que traz dignidade para esta vida, bem como justificação para a eternidade.
Como a vaidade que resulta em nada, assim é a vida do homem não justificado, e incapaz de ter fome e sede de justiça no coração (isto é, compaixão). Sem amor, tudo é nada (1 Co 13:1-3). O amor de Deus, que só pode ser fruto do Espírito Santo (Gl 5:22), dá sentido à vida, e o homem que não nasceu de novo (ímpio) é incapaz de conhecer esse amor, portanto, sua vida é como a palha que o vento espalha.

5- Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
O Dia do Senhor será implacável, a santidade do Senhor será irresistível! Em nada o Juiz de toda terra será questionado. Seu alto e sublime trono de justiça elevada acima de qualquer imaginação fará cair todas as máscaras, e todos saberão que Ele é justo. O joio será separado do trigo. A palha levada pelo vento será queimada pelo fogo do juízo divino. A separação enfim será absoluta. O gozo do Senhor será para os servos fieis e benditos do Pai, enquanto que as trevas de tormento eterno tragarão os desconhecidos de Cristo, os ímpios não ficarão na congregação dos justos. O céu é para os justos bem-aventurados!

6- Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.
“Mas ao homem de perversas imaginações Ele condenará” (Pv 12:2b). 1) O Senhor conhece o caminho dos justos porque este caminho também é trilhado por Ele (Deus) mesmo – não foi Deus quem andou com Enoque, foi Enoque quem andou com Deus. 2) O Senhor conhece o caminho dos justo como ninguém, porque Ele próprio é este caminho – “Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida...” (Jo 14:6).
O caminho dos ímpios perecerá porque trata-se de um caminho de engano e que destina-se ao abismo tenebroso.

Twitter: @edercarvalho_
A todos, graça e paz!!!