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23 fevereiro, 2011

O DESAFIO DA DIACONIA (Éder Billy Carvalho)


“Embora os discípulos devam ser vistos praticando boas obras, eles não devem fazer boas obras com o objetivo de serem vistos”. (Levertoff)
            No último domingo, dia 20 de fevereiro de 2011, fui ordenado diácono pela Assembléia de Deus em Joinville - SC. Realmente foi um dia marcante e honroso para mim, mas, também, de certa forma, assustador.
(Éder Billy Carvalho – Ordenação ao diaconato em 20/02/2011)
            Ser ordenado diácono da igreja de Cristo é ser confrontado com o modelo de diaconia apresentado pela Bíblia Sagrada:
            “... homens de ‘boa reputação’, ‘cheios do Espírito’ e ‘de sabedoria’, aos quais encarregaremos deste ‘serviço’”. (At 6.3)
a)    Homens de boa reputação: O caráter do diácono precisa ser irrepreensível. Paulo diz a Timóteo que é necessário que os diáconos sejam “respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância,... com a consciência limpa” (1 Tm 3. 8-9). Consciência limpa é privilégio de quem está em paz com Deus. Somente tendo uma boa reputação, gerada pelo fruto do Espírito no diácono, ele não será acusado justamente, nem dará margem para escândalo na igreja. Nesta crise de referências que estamos vivendo, realmente a boa reputação se torna indispensável.

b)    Cheios do Espírito: O homem que não é cheio do Espírito de Deus, é cheio de si mesmo, e assim sendo, não terá para oferecer ao mundo, a presença e o amor de Deus. Não basta servir, pois isso, unicamente, muitas pessoas vazias de Deus também o podem fazer. O que faz a diferença é o amor de Cristo transbordando em nós. Sua graça pode ser expressa através de um simples sorriso de um servo Seu, e isso transmite a paz que o pecador anseia. Somente sendo cheios do Espírito poderemos fazer Sua obra sem adulterarmos os conceitos de Sua Palavra. É preciso, sim, ter mãos limpas, mas também, coração puro.

c)    Cheios de sabedoria: A sabedoria pressupõe, indubitavelmente, o temor do Senhor, pois o mesmo, é o princípio da sabedoria. A sabedoria personificada, descrita em Provérbios, andas por todos os lugares, e não apenas dentro das igrejas. Assim sendo, ‘quem ganha almas, sábio é’. Ir ao encontro do necessitado (viúvas e órfãos) é uma atitude de sabedoria. Sem esta virtude, nossas obras seriam destituídas de conteúdo transformador, conteúdo este revelado nas Escrituras. Diáconos sábios, naturalmente, transparecem o caráter do coração de Deus.

d)    Serviço: Por fim, a real missão do diácono é servir. Servir as mesas para que os apóstolos possam se dedicar à oração e ao ministério da Palavra. Quando um pastor cai no superficialismo, e começa a oferecer ao povo, pouco conteúdo em suas mensagens e ministrações (supondo que esse pastor esteja também fazendo o que os apóstolos estavam fazendo, a saber, servir as mesas), provavelmente significa que seus diáconos não estão servindo como deveriam - se é que esse pastor tem diáconos em sua igreja. O serviço do diácono beneficia, inevitavelmente, cada membro da comunidade. O benefício direto está no próprio serviço que realiza, pois as necessidades dos membros são supridas desta forma. O benefício indireto reside no fato de que seu serviço tira a sobrecarga dos ombros do pastor, permitindo assim que este possa se dedicar mais à oração e ao ministério da Palavra. Isso é ser diácono - como diz meu pai, Pr. Esequiel Carvalho - é ser servo que não tem vontade própria. Porém é imprescindível que este serviço seja feito com amor e não como uma obrigação penosa, pois assim ele se transformaria em legalismo, o que seria sinônimo de fracasso. É necessário que sejamos servos de orelha furada; voluntariamente e apaixonadamente servos do reino de Deus.     
Nem todos foram chamados para ser ordenados diáconos, mas todos os discípulos de Cristo foram chamados para viver a diaconia, pois até os apóstolos se consideravam servos do Senhor. Que Deus me ajude a ser um diácono segundo o Seu coração, e assim sendo, impactar o mundo ao meu redor com o amor de Deus.
“O olhar da pessoa que sofre toca o nosso coração; nossos olhos captam a dor da injustiça; e as reflexões críticas nos revelam as causas”. (Jung Mo Sung)

Éder e Monique Carvalho – Casados para sempre, diáconos para sempre.

Meu mestre, o homem de Deus que mais me ensinou e investiu em mim, meu pai, pastor Esequiel Carvalho

Pr. Ademírcio dos Santos, meu pastor, o homem de Deus que nos confiou essa responsabilidade, apresentando-nos ao diaconato. Seremos eternamente gratos.

18 fevereiro, 2011

OLHOS (Esequiel Carvalho Júnior)

O Júnior (Esequiel Carvalho Júnior) é meu irmão.
Estudante de história e teologia, Júnior tem o chamado para o ensino.
Tenho muito orgulho de ser seu irmão.
Acompanhemos um de seus artigos:


OLHOS

“Os olhos são os órgãos da intelectualidade por excelência.”

Talvez, quem disse isso tenha pensado no fato de que com os olhos um cientista possa olhar no microscópio as minúcias da natureza ou na luneta o macrocosmo, procurando analisá-los atenciosamente, buscando conhecer a realidade. Da mesma forma o cientista social deve olhar com atenção a realidade humana que ele tem por objetivo estudar, para então entendê-la melhor.
Mas o que dizer dos olhos do Filho do Homem?

“...e os seus olhos, como chama de fogo;” Ap 01.14b

Essa é a descrição dos olhos do Filho do Homem, (e sabemos que o Filho do Homem é Jesus) visto pelo apóstolo João na ilha de Patmos. Também sabemos que Jesus é Deus Filho.
Em primeiro lugar, os olhos de Jesus estão sobre as menores partículas de matéria e sobre as menores moléculas de vida, analisando-as e sabendo como cada uma age e reage em relação às outras e quais são suas características.
Em segundo lugar, Jesus, com seus olhos flamejantes, vê todo o Universo e cada uma de suas partes, conhecendo cada planeta, estrela e a rota do menor dos meteoritos e para onde vai o maior de todos os meteoros, como também a distância entre cada um deles.

Com uma diferença:

Os olhos de Jesus são como se fossem de fogo, o que nos dá a entender esplendor, brilho especial, uma luz impossível de passar desapercebida.
É a luz que faz com que nossos olhos possam perceber o que há em nosso redor. A luz que faz com que enxerguemos nosso derredor é uma luz externa: a luz do sol.
Por isso, os olhos de Jesus são especiais: eles possuem luz própria. Ele nunca vai precisar de um sol, ou uma estrela qualquer para fazê-lo enxergar seu entorno. Seus próprios olhos possuem a luz necessária para proporcionar-lhe a visão. É uma das características que o diferencia dos homens e dá a entender que Ele é Deus.
E são esses olhos possuidores de esplendor próprio, independente de qualquer outro astro, que estão sobre mim, de modo que nunca poderei esconder-me deles. Eles estão sobre mim ao ponto de saberem as minúcias de meu ser, daquilo que sou da forma que nenhum microscópio pode analisar. De uma forma tão ampla que vê todo o meu derredor, ao ponto de saber de onde eu vim, meu lugar dentro do Universo, e para onde eu vou como nenhum telescópio pode ver qualquer astro.
O Altíssimo me contempla e observa meus passos, com quem converso, com quem estou agindo e contra quem reajo enquanto me movo no mundo humano, ao ponto de saber como sou, melhor do que toda uma equipe de antropólogos, sociólogos ou psicólogos poderá me pesquisar.
Esse é o olhar de Jesus hoje, como foi na ilha de Patmos para João, e sempre o será, que me perscruta melhor do que a melhor sonda do melhor cientista, a visão de Deus.
Este é o olhar flamejante do Senhor!


Esequiel Carvalho Júnior      

11 fevereiro, 2011

CRESCIMENTO SEM TEOLOGIA, SENTENÇA DE FRACASSO

            A imagem superficial que podemos passar de nós mesmos para a sociedade é “espiritualmente atrativa”. Santo Agostinho estava certo em dizer que todo homem tem dentro de si um vazio em forma de Deus. A primeira impressão que podemos gerar nos futuros possíveis membros de nossas igrejas promete o que todos eles querem, amor e paz.
            Parece simples prometer amor e paz, mas sem o cultivo de tais bênçãos mediante o conhecimento profundo da palavra de Deus, chegará o momento em que elas se tornarão um mero discurso sem testemunho de vida real, o que acabará por desencantar a sociedade. A visibilidade que a mídia nos tem dado traz com sigo uma responsabilidade, enriquecermo-nos de conteúdo. Não fomos chamados para oferecer um produto que o consumidor leva para casa sabendo que tem um prazo de vida útil, somos os que apontam um caminho, e aqueles que decidirem nos seguir precisarão encontrar nossas pegadas nele.
            Precisamos decidir “desidolatrar” (permitam-me o neologismo) nossa imagem e humanizar nosso ministério biblicamente, preservando assim a espiritualidade pura. Esta é a única forma sermos verdadeiros e estarmos aptos a pregar a verdade com autoridade. Uma vez tomada essa postura, enxergaremos a necessidade de aprofundar cada vez mais nosso conhecimento teológico, o que nos será muito útil.
            Sabemos que as expectativas em torno de nós aumentam a cada dia. A própria natureza sociológica da igreja está em processo de mutação, como bem nos informa Paul Freston. Além disso, o perfil dos membros da igreja e da sociedade está mudando. A formação acadêmica está sendo cada vez mais almejada. Todos estes fatores aumentam-nos o nível de cobrança quanto nossa coerência entre o que somos, entendemos e pregamos.
            Conhecer a Deus e Sua palavra é indispensável para uma igreja que avança pela evolução e decorrer das décadas. Enquanto negamo-nos a trilhar o caminho do saber, chega-nos como em confronto a exortação de Cristo: “Não provém o vosso erro de não conhecerdes as escrituras?... (Mc 12.24)” Principalmente nesses novos tempos, crescimento sem teologia será sinônimo e sentença de fracasso.

Éder Billy Carvalho... A todos, graça e paz!!!