Google+ Followers

02 março, 2012

Salmo1




1- Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
O justo retratado pelo salmista é contrastado com o ímpio. Quais são as diferenças entre eles? As roupas? Não. A classe social? Não. Lugar onde moram, estudam ou trabalham? Não. Então qual é a diferença? Só uma palavra: “afinidade”. Para compreendermos melhor esta afirmação, vamos traçar um paralelo entre o Salmo 1 e Provérbios 12.
O justo não tem afinidade com as diretrizes dos ímpios – o conselho dos ímpios é contrário ao conselho dos justos: “Os pensamentos dos justos são retos, mas os conselhos dos ímpios, são engano” (Pv 12:5).
O justo não tem afinidade com a filosofia de vida dos ímpios – o caminho dos ímpios é contrário ao caminho dos justos: “O justo é um guia para o seu companheiro, mas o caminho dos ímpios os faz errar” (Pv 12:26b).
Os justos Não tem afinidade com a maneira pela qual os ímpios expressam sua filosofia de vida, pois em sua forma de expressão, os ímpios são escarnecedores: “As palavras dos ímpios são ciladas para derramar sangue, mas a boca dos retos os livrará” (Pv 12:6).

2- Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
O verdadeiro justo é aquele que não apenas se recusa a comungar com as afinidades dos ímpios, mas se empenha em conhecer as afinidades de Deus, e isso só é possível por meio de meditação diária e profunda na Lei do Senhor.
Além disso, estudar a Bíblia como um acadêmico ainda não é o suficiente, pois a meditação que agrada a Deus é fruto de um puro e sincero amor por Sua Palavra. “Oh! Quanto amo a Tua Lei! É a minha meditação em todo o dia!” (Sl 119:97).
Esta meditação movida pelo amor resultará em evangelismo, serviço e cuidado ao próximo, pois a Bíblia nos desafia a amar a todos e pregar o evangelho a todo o mundo (Mt 5:44; Mc 16:15).

3- Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
“O homem de bem alcançará o favor do Senhor” (Pv 12:2a).
No Reino de Deus, prosperar é sinônimo de frutificar, por isso a figura da árvore plantada junto a ribeiros de águas. Frutificar é praticar a justiça do Senhor, semeando o amor e o evangelho de Jesus. Ser bem-aventurado significa ser plenamente satisfeito. O justo recebe de Deus a plena satisfação e a verdadeira prosperidade. 

Tudo quanto fizer prosperará: Mas a que se refere este “tudo quanto fizer”? O que é que um verdadeiro justo faz? Ele faz exatamente o contrário do que o ímpio faz. Ele não dá conselhos maus, mas sua boca gera livramento (Pv 12:6 – “As palavras dos ímpios são ciladas para derramar sangue, mas a boca dos retos os livrará”). Ele não trilha o caminho do erro e da morte, mas o caminho da vida (Pv 12:16 – “O justo é um guia para o seu companheiro, mas o caminho dos ímpios os faz errar”). Ele não age como um escarnecedor, mas suas atitudes são um deleite para Deus (Pv 12:22b – “os que agem fielmente são o Seu deleite”).  

4- Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
“Transtornados serão os ímpios, e não serão mais” (Pv 12:7a). O fim do caminho dos ímpios é a morte e o inferno. No fim, eles verão que tudo o que fizerem não teve valor algum diante da eternidade.
Além disso, para o “aqui” e o “agora”, a vida de um ímpio não pode produzir a justiça do Reino de Deus. A justiça do Reino de Deus só pode ser ministrada pelos ministros de Deus, pois Ele é a própria fonte da justiça que traz dignidade para esta vida, bem como justificação para a eternidade.
Como a vaidade que resulta em nada, assim é a vida do homem não justificado, e incapaz de ter fome e sede de justiça no coração (isto é, compaixão). Sem amor, tudo é nada (1 Co 13:1-3). O amor de Deus, que só pode ser fruto do Espírito Santo (Gl 5:22), dá sentido à vida, e o homem que não nasceu de novo (ímpio) é incapaz de conhecer esse amor, portanto, sua vida é como a palha que o vento espalha.

5- Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
O Dia do Senhor será implacável, a santidade do Senhor será irresistível! Em nada o Juiz de toda terra será questionado. Seu alto e sublime trono de justiça elevada acima de qualquer imaginação fará cair todas as máscaras, e todos saberão que Ele é justo. O joio será separado do trigo. A palha levada pelo vento será queimada pelo fogo do juízo divino. A separação enfim será absoluta. O gozo do Senhor será para os servos fieis e benditos do Pai, enquanto que as trevas de tormento eterno tragarão os desconhecidos de Cristo, os ímpios não ficarão na congregação dos justos. O céu é para os justos bem-aventurados!

6- Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.
“Mas ao homem de perversas imaginações Ele condenará” (Pv 12:2b). 1) O Senhor conhece o caminho dos justos porque este caminho também é trilhado por Ele (Deus) mesmo – não foi Deus quem andou com Enoque, foi Enoque quem andou com Deus. 2) O Senhor conhece o caminho dos justo como ninguém, porque Ele próprio é este caminho – “Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida...” (Jo 14:6).
O caminho dos ímpios perecerá porque trata-se de um caminho de engano e que destina-se ao abismo tenebroso.

Twitter: @edercarvalho_
A todos, graça e paz!!!