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31 agosto, 2011

O Pecador, o Pescador e o Pastor




O canto do galo


Jesus havia dito: 

_Nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás. 

Mas, o pescador que ainda não se julgava tão pecador assim, respondeu ao Mestre: 

_Ainda que me seja necessário morrer contigo, não te negarei (Mt 26.31-35).


           Dito e feito. Pedro negou Jesus - por três vezes. E ao ouvir o canto do galo, Pedro lembrou das palavras de Jesus... “E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus que lhe dissera: ‘Antes que o galo cante, três vezes me negarás’. E saindo dali, chorou amargamente (Mt 26.75).” O discípulo camuflado ouviu como nunca a voz da consciência.



O pecador e o pescador


         Agora, reconhecendo sua real condição de pecador, Pedro sente-se indigno de ser discípulo de Jesus, e decide voltar a ser pescador.

           Já no barco, após uma noite inteira sem pegar um peixe sequer, eis que Jesus aparece na praia.

           Parece que o Senhor gosta de chamar os pecadores que se julgam indignos. Talvez porque Ele saiba que um homem de Deus é uma pessoa qualquer, que sabe que não é capaz de fazer por merecer o ministério do santo e perfeito Deus que em si mesmo tudo pode.


O pastor


Quando Pedro sentiu-se digno apenas de usar uma rede de um simples pescador, Jesus chegou para lhe oferecer o cajado de um pastor no reino de Deus.

O Senhor não precisa ignorar nossa realidade para nos fazer úteis em Sua obra. O pescador de peixes continuou sendo pescador, mas não mais de peixes, e sim de homens.
As seguintes quatro palavras com “p” constituem a linha de raciocínio desta reflexão: Pedro – Pecador – Pescador – Pastor.


Tu me amas?


Alguém pode dizer: “Mas todos são pecadores, quer dizer que todos estão aptos para o santo ministério?” Não exatamente. Todos são pecadores, mas nem todos se arrependem. Pedro era pecador, disso ninguém duvida, mas Pedro amava a Jesus.

Por três vezes o mestre lhe perguntou: “Pedro, tu me amas? (Jo 21.17)”. A resposta só podia ser uma: “Tu sabes que eu te amo.” Deus ama a todos, mas nem todos se sentem constrangidos por esse amor. Este é o segredo, amar a Jesus.

Meu pai, Pr. Esequiel Carvalho, sempre ensinou a mim e a meus irmãos dizendo:


_Filhos, primeiro amem a Jesus, depois amem a Jesus, e finalmente, amem a Jesus.

Não posso deixar de concluir chamando a atenção para o ponto de partida de um grande ministério. Tudo na vida de um escolhido de Deus começa no momento em que ele reconhece seu pecado e insignificância. O canto do galo é a voz de uma consciência marcada pela auto-decepção. Mas, que ironia, esta é que é a porta para o Reino de Deus.

“Arrependei-vos, porque é chegado o reino de Deus” (Mt 3.2).


Deus sempre transformará um pecador arrependido em um pescador de corações.


A todos, abraços e Paz!

Éder Billy Carvalho


22 agosto, 2011

Fidelidade Incondicional: Experiência com Deus


“Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer.” (Dn 3:17-18)

No ano 580 a.C, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram provados em sua fidelidade ao Senhor Deus. Eles eram judeus cativos na Babilônia quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, construiu uma estátua de ouro e ordenou que todos a adorassem. Se alguém não adorasse a imagem da estátua, seria morto em uma fornalha de fogo feita exclusivamente para este fim, a ordem do rei era clara e não havia possibilidade de ser desobedecida.
            Os três jovens, personagens principais dessa história, eram fiéis a Deus e decidiram não prestar qualquer tipo de culto a qualquer outro deus, a não ser o Deus de Israel, o criador dos céus e da terra.
            Quando Nabucodonosor soube que eles lhe haviam desobedecido, não adorando a estátua de ouro, mandou chamá-los dizendo:
            _É verdade que vocês não servem a meus deuses e nem adoram a estátua de ouro que levantei? Agora, porém, vos darei outra chance. Quando vocês ouvirem o som da música que meus instrumentistas tocarão, será melhor para vocês se adorarem a estátua que levantei, do contrário, serão lançados na fornalha, e qual deus porá livrá-los das minhas mãos?
            Ao que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam:
            _ Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei.
            Nesta frase, os três jovens revelaram que criam no poder infinito e inigualável de Deus. Esta fé nos desafia e nos constrange: será que temos fé em Deus?
            Mas, o mais incrível está por vir. Veja a continuação da resposta que eles deram ao rei Nabucodonosor:
           
          _ Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer.
            Com estas palavras, nossos personagens principais deixaram claro que respeitavam a soberania de Deus. Eles criam que o Senhor poderia livrá-los naquela situação, se quisesse. Eles estavam cientes da possibilidade de serem lançados na fornalha e morrerem nela. Ainda assim, eles não trairiam ao seu Deus, morreriam em fidelidade ao Senhor.
            Alguém pode perguntar: “Será que Deus permitiria um fim de história como este?”

          Os mártires da fé são muitos. Eles permaneceram fiéis até o fim, mesmo assim morreram nas mãos dos inimigos do povo de Deus. Dos apóstolos, só João não foi martirizado. E como esquecer a morte de Estevão?
            Deus não deixa de ser Deus, nem deixa de ser glorificado com a morte dos seus. Pelo contrário, cada sangue justo derramado no chão, é mais um grito de adoração! Aqui, eles foram perseguidos, torturados, martirizados e "desonrados". Mas lá, no céu, eles são honrados, e qual honra por ser maior do que esta? Enquanto os homens apedrejavam Estevão, os céus se abriam, Deus Pai e Deus Filho lhe apareceram para o receberem com honra no céu de glória.
            O fim do episódio, estrelado por Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, todos conhecem. Eles foram libertos e saíram ilesos da fornalha de maneira sobrenatural. Mas agora mesmo, outras pessoas não estão tendo o mesmo fim.

A Coréia do Norte hoje é o país onde o cristianismo é mais atacado. O atual presidente é Kim Jong-Il (este devocional foi escrito no início de 2011). O regime é comunista. Ser cristão é extremamente perigoso na Coréia do Norte; O Estado não hesita em torturar e matar qualquer um que possua uma Bíblia, esteja envolvido no ministério cristão, organize reuniões ilegais, ou até que tenha contato com outros cristãos. Os cristãos que sobrevivem às torturas são enviados para os campos de concentração. Lá, recebem diariamente alguns gramas de comida de má qualidade p/ sustentar o corpo que trabalha por 18 horas. Não é ficção, é realidade!
Mas, o que faz estas pessoas serem fiéis até a morte? O que Deus tem de tão especial para elas, ao ponto de fazê-las preferirem morrer a adorarem outro deus? O que Cristo representa para estes nossos irmãos? Só quem conhece a Deus pode entender isso.
Quero que você assista o vídeo abaixo, é uma história real e atual, um testemunho verídico. Duvido que você conseguirá segurar as lágrimas.
Esta é a história da jovem Kyung Ju Song:

Estas pessoas não trocam o Senhor por nada, porque tiveram uma experiência real com Ele. Elas permanecem fieis a Cristo até o fim, porque conhecem profundamente a Deus. E você, pode dizer que conhece a Deus? Você iria com Ele até para a fornalha se preciso fosse?

Temos a maior facilidade em responder sim. Mas se não estamos nem mesmo fazendo algo pelos cristãos e missionários que estão agora em situações como essas, duvido que nossa fidelidade é realmente incondicional. Duvido que conheçamos a Deus como estes irmãos O conhecem.

Se o nosso coração não é quebrantado palas coisas que quebrantam o coração de Deus, é porque nosso coração está distante do coração de Deus.
Quer um bom projeto missionário para apoiar?

Acesse: 
www.projetoburkinafaso.wordpress.com

E ainda: 
www.missoessiloe.com.br

 Deus abençoe a todos... Graça e Paz!


15 agosto, 2011

Antes e depois do Pentecostes


Tendo-os levado até Betânea, Jesus ergueu as mãos e os abençoou. Estando ainda a abençoá-los, Ele os deixou e foi elevado ao céu. Então eles o adoraram, e voltaram para Jerusalém com grande alegria. E permaneciam constantemente no templo, louvando a Deus. (Lc 24:50-53)

            Pouco antes de acontecer o que está relatado no texto em destaque, Jesus e seus discípulos estavam em Jerusalém quando o mestre lhes disse: “Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até que do alto sejais revestidos de poder”. Jesus deixou bem claro que seus discípulos deveriam ficar onde já estavam, pois seria ali em Jerusalém que o “até que” chegaria ao “finalmente”. Seria em Jerusalém que o Espírito lá do alto (Is 32:15) seria derramado sobre eles, e com “fogo santo” os revestiria de poder. Mas, logo após dizer isso, Jesus toma seus discípulos e os leva até Betânea, cerca de 1 Km de distância. Por que?

Betânea

            Jesus escolheu subir novamente aos céus em Betânea. E o mesmo médico gentio e historiador (Lucas), relata no livro de Atos que o lugar exato da ascensão foi o Monte das Oliveiras (At 1.12). Isso nos faz pensar. Porque Betânea?

            Lázaro, amigo do Senhor, e suas irmãs, Marta e Maria, às quais Jesus tanto amava, moravam em Betânea. Aquela se tornou uma região de repouso e comunhão para Jesus. Foi ali que Jesus chorou. Foi ali que Maria ungiu os pés de Jesus. Foi ali que ele chegou para iniciar sua última semana antes da cruz. Foi no monte das Oliveiras que o Filho orou aceitando o cálice do Pai, e seu suor se tornou como gotas de sangue caindo no chão. Definitivamente, Betânea é o lugar de relacionamentos sinceros, intensos e profundos. Este é o lugar da intimidade.

            A trajetória dos discípulos, sem Jesus, começou em Betânea. Foi ali que pela primeira vez, a bíblia descreve os 11 adorando juntos ao Senhor. Eles adoraram em Betânea (Então, eles, adorando-o...), voltaram para Jerusalém adorando (...voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo), e ficaram em Jerusalém adorando (...e estavam sempre no templo louvando a DeusARC).

            Antes de sermos cheios do poder de Deus, em Jerusalém, precisamos passar por Betânea. Antes de receber o poder, precisamos desenvolver um relacionamento de intimidade com Deus. Antes da missão vem a adoração. Antes do “até que” vem o “até Betânea”.

            Mas, e depois?

Depois do “até que”

“Mas receberei poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (At 1:8)

            Quando o “até que” chega ao “finalmente”, e quando chega o “e todos ficaram cheios do Espírito Santo”, o que Deus espera de nós? Será que Ele quer nos revestir de poder para que possamos ficar falando em outras línguas dentro de nossos templos, nos alegrando no Espírito, enquanto a multidão julga que estamos embriagados?

            Jesus garantiu que Seus discípulos receberiam poder ao descer sobre eles o Espírito Santo, mas ordenou-lhes que, a partir de então, eles fossem Suas testemunhas em todo o mundo.

 
Tudo o que Deus faz tem um propósito. E o propósito do revestimento de poder é nos fazer testemunhas de Seu evangelho em todas as nações.

(Billy Graham; Grande evangelista que pregou o evangelho em muitas nações)

Fomos chamados para levar o amor, a mensagem e o poder de Cristo para as pessoas. Levar o evangelho todo, não em partes. Mas quem passou por Betânea antes de começar a missão em Jerusalém, sabe do que estou falando. Quando nos aproximamos de Deus em intimidade e conhecemos mais do Seu coração, aprendemos o que exatamente Ele quer levar através de nós aos perdidos da terra.

            “Até que” sugere perseverança. Não sabemos quanto tempo levará para recebermos o revestimento de poder do Espírito, mas, até que ele venha, precisamos continuar em nossa busca, e em intimidade com Deus.

            O mundo está esperando...

A todos, abraços, graça e paz!!!

De seu irmão em Cristo, Éder Billy Carvalho.

http://twitter.com/edercarvalho_        

08 agosto, 2011

"ATÉ QUE...": Uma Promessa de Deus



“Até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto...” (Is 32:15a)

“Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; Permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lc 24:49)

O “até que” de Isaías faz lembrar o “até que” de Jesus. E, de fato, as duas promessas referem-se ao mesmo evento. Tanto Isaías, quanto Jesus (em Lucas 24:49), prometeram o mesmo derramamento do Espírito Santo do alto.
Mas, há um evento intermediário que desperta nossa curiosidade. Depois da promessa de Isaías, e antes da promessa já mencionada de Jesus, o mesmo Jesus, também já ressuscitado, faz algo que requer um olhar atento:

“E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” (Jo 20:22)

         Jesus soprou sobre os discípulos, concedendo-lhes o Espírito Santo.

O relato de Jo 20:22 é anterior ao de Lc 24:49. Primeiro os discípulos receberam o Espírito quando Jesus soprou sobre eles (Jo 20:22), depois, Jesus lhes prometeu o derramamento de poder (Lc 24:49). Se eles (os discípulos) já haviam recebido o Espírito, porque Jesus, um pouco mais tarde, prometeu-lhes um derramamento que aconteceria obrigatoriamente em Jerusalém, somente após sua ascensão?
         
Simplesmente estamos falando de diferentes manifestações do mesmo Espírito.


O Espírito em nós e o Espírito sobre nós

         Analisando estes textos da bíblia sagrada, não podemos deixar de reconhecer que quando os discípulos ficaram cheios do Espírito, no dia de Pentecostes, na verdade eles já O tinham em seus corações. O Espírito Santo já estava neles, mas não havia sido derramado sobre eles, revestindo-os de poder.

         A palavra “poder” que Jesus usou em Sua promessa nos permite entender o que está acontecendo. Os escolhidos já tinham em seus corações a presença do Consolador, mas ainda não haviam recebido o poder deste mesmo Espírito, que lhes seria necessário para a grande missão que tinham para cumprir.

         Se queremos o avivamento, precisamos mais que salvação, mas poder para ganhar almas para Cristo.


Entre o sopro e o fogo do Espírito

         A capacidade de amar veio com o sopro do Espírito, o poder para impactar veio com o fogo do Espírito. Ambos são necessários.

O princípio de tudo é o amor. O mais importante de tudo é o amor. Porém, em se tratando de avivamento, precisamos ainda mais que isso.

         Jesus ensinou, deu atenção e carinho às pessoas. O mestre realmente mostrou amor por todos. Porém, além disso, Ele manifestou o poder de Deus entre os homens com sinais e milagres sobrenaturais. Embora, não podemos ignorar que os próprios sinais eram atos de amor e graça do Senhor. Como já dissemos, o amor é a essência de toda vida cristã, do início ao fim.

         A ordem dessas duas diferentes manifestações do mesmo Espírito sempre será a mesma. Primeiro vem o sopro, depois o fogo. Primeiro a salvação, depois o poder. Primeiro o Espírito em nós, depois, através de nós. O sopro suave simplesmente vem a nós, mas o fogo do poder deve ser buscado até que ele venha. Precisamos primeiro crer, para depois presenciar os sinais.

“E estes sinais seguirão os que crêem...” (Mc 16:17)

“Quem crêr em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. (Jo 7:38)

         É preciso primeiramente “crêr”, para que então, “rios de água viva” (isto Ele (Jesus) disse com respeito ao Espírito - v.18), possam fluir através de nós.

         A expressão “rios de água viva” também é bastante sugestiva. “Rios”, no plural, porque são muitas as manifestações do Espírito. “Água viva”, no singular, porque o Espírito de Deus é um só.


Um desafio

         Nós, os que fomos salvos, busquemos agora o revestimento de poder. Só assim poderemos impactar mundo ao nosso redor, ganhando almas para Cristo. C.H. Spurgeon disse que é mais fácil um leão virar vegetariano do que uma alma sequer se converter sem o poder do Espírito. Ele é quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Ele é quem nos guia a toda verdade.

         No dia de Pentecostes, “todos ficaram cheios do Espírito Santo (At 2:4)”. E é assim que devemos ser, não apenas salvos, mas vazios de nós mesmos e cheios de Espírito Santo de Deus.


A todos, abraços, graça e paz!!!

De seu irmão em Cristo, Éder Billy Carvalho.

Twitter: @edercarvalho_