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28 junho, 2011

30 anos de vida, 19 anos de fé! [testemunho]



1° de Julho de 1997

Eu estava em um envolvente sonho, um sonho mais real do que o normal.

De repente me vi em um rio negro e violento. Muitas pessoas estavam ali comigo. Este rio nos levava para um abismo, um buraco negro e assustador. Clamei pelo socorro do céu. Foi quando subitamente alguém me tirou desse rio e me pôs em terra firme. Dei alguns passos na direção contrária e avistei um lindo paraíso. Porém eu teria que passar por um caminho bastante desafiador para chegar a ele. Quando novamente olhei para o paraíso, acordei com aquela imagem inesquecível na mente. Fiquei tão admirado e pensativo por causa do sonho que até esqueci que aquela era a manhã do meu aniversário de 11 anos.

Então, meus pais - Pr. Esequiel Carvalho e Miss. Noeli de Oliveira Carvalho - vieram me dar os parabéns na cama. Depois que levantei, contei o sonho a eles, e meu pai, sabiamente, disse que neste sonho Deus estava me chamando para a conversão. Então ele me perguntou:

_Filho, você quer aceitar a Jesus como seu salvador?

Respondi:

_Pai, isso é tudo o que eu mais quero.

Dobrei meus joelhos, e no momento da oração senti como que um vento entrando em mim. Este vento começou a se mover muito rapidamente em meu interior, gerando-me uma alegria infinita e inexplicável. Pela primeira vez em minha vida eu chorei de alegria, o poder e a presença de Deus se manifestaram de forma real em meu coração. Naquela manhã eu nasci de novo, a manhã do meu aniversário de 11 anos. Foi o melhor presente que já ganhei em toda minha vida, a certeza da salvação e vida eterna.

Todos os anos, no dia 1° de Julho, eu comemoro o meu aniversário de nascimento e o aniversário do meu novo nascimento. A vida e a nova vida. Neste ano, 2016, completo 30 anos de vida e 19 anos de fé.

Oro para que Deus me use para salvar aquelas almas que estavam comigo naquele rio que nos levava para o inferno. O meu "sim" ao IDE de Cristo começou naquela manhã de 97, e esse IDE não tem mais volta. Não posso olhar para trás: o sal que esculpiu a mulher de Ló não é o mesmo sal que eu preciso ser para a terra.

Viverei minha vida para amar e servir a Deus, dia após dia, até o fim da jornada.




Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Sl 90:12)

“Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil” em outro lugar (Sl 84.10)

“Este é o dia que o SENHOR fez; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele”. (Sl 118.24)

“Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Fp 3.14)

“Olhando para Jesus, autor e consumador da  fé...”. (Hb 12.2)

“... Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus”. (Ap 2.7)

“Quando, porém, vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”. (Lc 18.8)

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé . (2 Tm 4.7)


A todos, Graça e Paz!!!

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14 junho, 2011

O Centenário da Assembléia de Deus no Brasil e a Trajetória do Apóstolo João: Histórias do Passado, Respostas para o Futuro



Diante deste ano em que comemoramos o centenário da Assembléia de Deus no Brasil, lembrei-me de um fato no mínimo interessante: o apóstolo João morreu exatamente no ano 100 d.C.
Impossível não reconhecer que João tem muito a nos dizer nesta data significativa. Sua visão é profunda o suficiente para revelar a verdade sobre nosso passado e presente, e, ainda, profética ao ponto de lançar luz na direção dos nossos próximos 100 anos de história, se Cristo não voltar.

Visões e experiências reveladoras na trajetória do apóstolo João


O Chamado

         Logo em seu primeiro encontro com Jesus, João deixa seu pai e os negócios de sustento da família para trás, e parte para seguir o desconhecido, deixando-nos uma lição de desprendimento e fé. Esta foi a postura dos primeiros convertidos de nossa igreja. Em uma época de verdadeira aversão à fé pentecostal, somente uma experiência profunda com Deus poderia levá-los a uma decisão como esta.



Milagres

João presenciou os inúmeros milagres no ministério de Jesus, bem como no ministério do colégio apostólico do qual ele mesmo fazia parte. Foram verdadeiras manifestações da graça e poder de Deus que suscitavam a fé de muitos pecadores. Nestes nossos 100 anos de história, foram muitos os milagres. Há que se preservar, porém, a simplicidade de nossos primeiros missionários, pois eles não aceitavam a glória pelos milagres. É triste constatar que alguns ministros de hoje fizeram deles (os milagres), vitrines e comerciais de autopromoção. Não foi isso que João viu em Jesus, pois o mestre, por vezes, ordenava aos curados que a ninguém o dissessem (Lc 5.14). Se não tivermos o mesmo foco de Jesus, glorificar somente a Deus através dos milagres, eles ficarão cada vez mais escassos.



O ministério do Ensino

O discípulo amado teve também o privilégio de assentar-se nos bancos da escola teológica do Mestre dos mestres por várias vezes. Sermões, parábolas e atitudes didático-pedagógicas de Jesus nortearam o ministério do apóstolo do amor. Tendo testemunhado a importância que Jesus dava para o ministério do ensino, se visse o quanto temos desprezado tal ministério, talvez diria: “Não provém o vosso erro de não conhecerdes as escrituras?...” (Mc 12.24) Louvado seja Deus pelos verdadeiros mestres que temos hoje, ainda.



A Cruz

Dentre os discípulos, João foi o único a ver, de perto, Jesus na cruz. Ele nos poderia falar sobre a mensagem da cruz como ninguém. Este filho de Zebedeu esteve à mesa com Cristo na última páscoa. Nesta cena somos constrangidos a repensar o nosso amor e a nossa capacidade de conviver em comunhão com Cristo e com Seu corpo. Agora, diante da cruz, ele vê o próprio corpo de Jesus sendo partido como o pão, e o seu sangue sendo derramado como o vinho. Na cruz se encontraram o amor, a graça e a salvação para todos. Diante deste quadro fica-nos fácil compreender que só chegamos até aqui (2011 d.C) por causa dela, a cruz de Cristo. E só poderemos prosseguir se for por ela, o punhal que feriu o crânio da morte.



A Ressureição

Nosso apóstolo foi o primeiro a chegar ao sepulcro vazio, e o próprio texto (Jo 20.8) traz-nos um detalhe importante, “... e creu.” Assim como sua esperança renasceu ao testemunhar a ressurreição de Jesus, por certo o apóstolo do amor, se estivesse hoje entre nós, lançaria um olhar de esperança na direção do futuro. Folhando nossa Harpa Cristã, provavelmente seus olhos repousariam sobre o hino n° 545: 


“Porque Ele vive, posso crer no amanhã...”. 


Então, que venham os próximos 100 anos.



O Pentecostes

O evento do pentecostes inspirou a tônica da missão de nossos desbravadores, a obra do Espírito Santo. O poder do Espírito sobre os que se reuniam no cenáculo, o sermão de Pedro e as primeiras conversões, certamente marcaram para sempre o coração de João. Se ele visse o quanto, hoje, somos capazes de fazer uma separação entre "poder do Espírito" e "pregação do evangelho", ficaria abismado. O poder de Deus vem com o propósito de nos levar aos perdidos, e não com o propósito de nos prender no templo, mantendo-nos “espiritualmente” acomodados. João contemplou e fez parte de uma igreja missionária, pois nem mesmo a perseguição os impediu de ganhar almas, pelo contrário, ela os levou ao mundo. Cada crente deve ser um evangelista. Foi com este sentimento que Daniel Berg e Gunnar Vingren pregaram o evangelho neste país, cem anos atrás. Sigamos tais belos exemplos.



Política religiosa

A revolta judaica nos traz profundas lições sobre este mal que nos ameaça. A visão humana e meramente política que os judeus tinham a respeito do reino de Deus levou-os a se revoltarem contra o império romano, e isso lhes custou a destruição da cidade santa e do templo de Jerusalém, façanha romana conquistada sob o comando militar de Tito. Certamente João lembrou-se das lágrimas que Jesus derramou quando olhava para Jerusalém e profeticamente contemplava esta tragédia consumada no ano 70 d.C. João viu o quanto uma religião (mesmo instituída por Deus) apegada ao sistema está fadada a perder a visão espiritual e deixar passar a redenção para abraçar a destruição. Esta verdade nos é elucidada quando lemos a lamentação de Cristo, o Messias:

_Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos como a galinha ajunta os de seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa ficará deserta...

Enquanto formos uma assembléia de Deus, estaremos seguros debaixo de Suas asas, mas se um dia nos tornarmos uma assembléia de homens, a destruição virá.



O fim vem

Como se não bastasse, o discípulo amado teve conhecimento da morte de todos os apóstolos, inclusive a de Paulo, pois ele, João, foi o último a morrer. Confesso que não consigo escrever tais palavras sem sentir meu coração embargado de emoção. Uma geração vai, mas que geração é esta que vem? Estamos prontos a assumir a responsabilidade e levar a missão adiante? João, certamente faz parte da “tão grande nuvem de testemunhas (Hb 12.01)” que assiste ao desenrolar da história, e é então que me pergunto: "Qual será o papel que estamos assumindo nesta história?" Dentre as sete igrejas descritas por João, de qual delas fazemos parte? Oro a Deus para que Seu Espírito me guie a toda verdade, para que ao fim da caminhada eu possa dizer algo como: “pelo que... eu não fui desobediente à visão celestial” (At 26.19), “combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé (II Tm 4.7)”.



O Centenário e a Eternidade

Este é o ano de comemorarmos nosso centenário, evidentemente não podemos nem vamos deixar de fazê-lo. Mas, quando, pois, vier o Filho do homem, nos próximos cem anos, se é que teremos tanto tempo assim, por ventura achará fé na terra? Ao certo, eu não sei.
Em Patmos o discípulo amado viu o Apocalipse. O que fez da igreja primitiva uma igreja vencedora foi a esperança que tinham de que a volta de Cristo não tardaria. Sinto-me seguro em lhes afirmar que eles não pensavam nos próximos cem anos (era tempo demais para eles), e sim nos próximos instantes. O fim vem, e João o viu, quem tem ouvidos, ouça:

“E agora, filhinhos, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele na sua vinda” (I Jo 2.28).

“Este é o discípulo que testifica dessas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro” (João 21.24)


Éder Billy Carvalho... A todos, graça e paz!!!

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@edercarvalho_

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11 junho, 2011

FILEMOM: Amor e Comunhão na Vida Cristã



            O autor da carta é o apóstolo Paulo, e a expressão que ele usa para falar de si mesmo, “prisioneiro de Cristo”, já nos é bem conhecida. Preso, possivelmente em Roma, sua única forma de pastorear a causa abordada nesta carta (61 – 62 d.C) era escrevendo de próprio punho, devido à delicadeza do assunto.
            O principal destinatário é Filemom, provavelmente um homem de posição social elevada, residente de Colossos. São mencionados também, Áfia e Arquipo, bem como toda a congregação da casa de Filemom (subentende-se), o que também explica o fato de Filemom ser classificado pelo próprio Paulo como seu colaborador.
            É interessante notar no verso 4 (principalmente) que Filemom não é apontado de forma alguma como o vilão da história. Ele é alguém digno de ser lembrado nas orações de Paulo como motivo de gratidão a Deus.
            Temos um apóstolo, Paulo, temos Filemom, um senhor de um escravo fugitivo e convertido ao evangelho, e o próprio escravo, Onésimo.
Paulo escreve para interceder por Onésimo, para que este fosse recebido novamente como o filho pródigo da parábola de Jesus foi recebido de volta no lar. Mas Paulo não intercede por Onésimo dizendo que este é, de todo, vítima inocente, nem se dirige a Filemom como se ele fosse um carrasco. Onde será que ele (Paulo) quer chagar?

Amor, graça, igualdade e perdão
Paulo, numa época de cultura totalmente diferente da nossa - onde o senhorio de escravos era perfeitamente comum, iguala e nivela todos os personagens da história.
Nos versos 15 e 16, ele diz a Filemom que receba Onésimo “... não como escravo, antes,... como irmão caríssimo”, igualando um escravo a um homem livre e de alta posição social. No verso 17 ele diz “... como se fosse a mim mesmo”, igualando um apóstolo a um escravo.  

Esboço com interpretações e aplicações
Filemom: Amor e comunhão na vida cristã

I – Saudação (Fm 1: 1-3)
Cumplicidade entre irmãos e membros de uma só igreja em Cristo Jesus.
Paulo chama a atenção para o fato de serem todos servos de Deus, o que os torna cúmplices do mesmo compromisso de perdão, amor e comunhão.

II – Testemunho de oração e gratidão (vs 4-7)
Fé e amor para com Deus e todos os santos são motivos dignos de gratidão a Deus.
Aqui, as virtudes de Filemom estão sendo exaltadas, o que dará ainda mais força ao posterior apelo de Paulo.

III – Um apelo com base no amor (vs 8-11)
Paulo intercede por Onésimo sem fazer uso de “violência” moral, nem de autoridade religiosa e clerical.
O caminho do amor é sempre a melhor escolha.

IV – A empatia do apóstolo e a igualdade cristã (vs 12-17)
Deve haver comunhão entre os filhos de Deus.
Junto com Onésimo, vai o próprio coração de Paulo, expressão esta que nos revela a empatia do apóstolo com seu “filho” Onésimo.
Intercessão, portanto, é viver a causa do outro, chamando para si suas dores e dilemas, por amor.

V – Compaixão (vs 18-21)
Paulo se oferece para pagar a suposta dívida de Onésimo demonstrando verdadeira compaixão.
Chorar com os que choram é mais que discurso, é atitude de compaixão. Tomar as dores e sofrer junto ao próximo é o que se espera de um cristão que ama verdadeiramente.

VI – Amizade cristã (vs 22-25)
Mesmo em meio às diferenças e discussões de assuntos delicados, a amizade entre o escritor e os destinatários continua intacta. Paulo prenuncia, esperançosamente, uma visita. O prisioneiro de Cristo também manda “abraços” de outros amigos e faz suas próprias saudações e despedidas.
Podemos sim, articular situações “alheias” em prol de um bem maior, desde que estas situações sejam legítimas e usemos de delicadeza, sabedoria e amor para lidar com estas questões.

Conclusão
Resumir o quadro de toda a trama é possível com o seguinte versículo:
“Assim, se você me considera companheiro na fé, receba-o como se estivesse recebendo a mim” (v.17).
Paulo: companheiro de Filemom na fé, “pai de Onésimo”.
Filemom: “senhor” de Onésimo, irmão do mesmo, colaborador e companheiro de Paulo.
Onésimo: recebido por Filemom como se fosse o próprio Paulo, irmão caríssimo de Filemom.
Neste versículo, as diferentes posições sociais e eclesiásticas se encontram harmoniozamente. 

Paulo, Filemom e Onésimo, perfeitamente irmãos na fé em Cristo, O Senhor.

“... Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento... Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mt 22: 37-39)

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Éder Billy Carvalho... A todos, Graça e Paz!