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29 abril, 2011

Vinho Novo novamente, Vinho Novo em novas mentes


VINHO NOVO NOVAMENTE


Mensagem baseada no contexto bíblico de Joel 1.1 – 2.24
A vide se secou, a figueira se murchou; a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e a alegria se secou entre os filhos dos homens. (Jl 1.12)
            O profeta Joel está descrevendo o resultado devastador de um ataque de gafanhotos sobre as plantações de Israel. O juízo de Deus sobre os pecados de Seu povo veio através desse exército de gafanhotos que destruiu todas as árvores frutíferas, e entre elas estavam as videiras, de onde se produzia o vinho. O verso transcrito acima deixa claro que o vinho simboliza a alegria, pois nos é dito que quanto as videiras se secaram, a alegria também foi embora.
            Na vida do cristão, os gafanhotos podem simbolizar as dificuldades da vida e os desgastes do dia a dia, mas eles simbolizam principalmente a provação e o juízo que vem de Deus. Deus prova a quem ama, assim como um pai disciplina o filho amado, para que este aprenda importantes lições de vida. Entender este texto desta forma é importante para que fique claro que Deus não quer nos ver sem alegria. O Senhor só permite algo assim por causa de nossos erros e pecados, pois o projeto inicial dEle para Seu povo era mantê-lo sempre abastados de vinho. Não fosse a culpa do próprio povo, os gafanhotos não seriam enviados.
            Esta interpretação também não quer dizer que a teologia da retribuição seja a única pedagogia utilizada por Deus em toda e qualquer situação. As vezes, e na verdade muitas vezes, por causa de Sua misericórdia e amor, nós não recebemos de Deus o juízo merecido por nossos erros. Isto fica claro na Bíblia quando observamos que foram muitas as vezes que Israel pecou, mas poucas as vezes que foram disciplinados por meio da adversidade. Se Deus fosse castigar os israelitas por cada pecado que cometeram, este povo jamais teria saído do caos. Eles não haveriam experimento tempo algum de prosperidade e paz, pois até mesmo nos tempos de glória que desfrutaram, os rebeldes e os idólatras continuavam sendo quem eram - rebeldes e idólatras, obviamente.
            Neste caso porém (no relato do livro de Joel), a hora da disciplina havia chagado, e ela veio nos “dentes” vorazes dos gafanhotos devoradores.
            Mas, no primeiro verso do capítulo 2, ouve-se um som de esperança, o som de despertamento da trombeta: “Tocai a trombeta em Sião, e dai o alarme no meu santo monte...”.
            Sem despertamento não pode haver a restituição do vinho novo.
            O verso 12 do capítulo 2 deixa claro que, para que Deus nos envie o vinho novo novamente, precisamos voltar a Ele, pois Ele diz: “Convertei-vos a Mim”.
            O mais importante neste versículo é que Deus espera que voltemos a Ele com sinceridade de coração, e não apenas por conveniência. Ele diz: “... Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns e com choro e com pranto”.
            O jejum, o choro e o pranto são apontados como evidências da sinceridade. Choro e pranto revelam um coração contrito e quebrantado (bem-aventurados os que choram porque eles serão consolados – Mt 5.4). E sobre o jejum, o teólogo e pastor batista John Piper nos ensina com muita propriedade dizendo: “Jejum é fome de Deus”.
            Se voltarmos a Deus com sinceridade de coração, “Então, o Senhor terá zelo de Sua terra e se compadecerá do Seu povo. E o Senhor responderá e dirá ao Seu povo: Eis que vos envio o trigo, e o vinho novo (mosto)...” (Jl 2.19).
            “Por que podemos crer que de fato receberemos o vinho novo novamente? Porque esta é uma promessa divina, e Deus sempre compre Suas promessas”.
            “E as eiras se encherão de trigo, e os lagares ‘transbordarão’ de vinho novo e de óleo” (Jl 2.24)
            Deus está dizendo que, se voltarmos a Ele com sinceridade de coração, nossos lagares transbordarão de vinho novo. Vinho que representa a alegria, o sabor e a cor da vida, pois o Filho do homem, Jesus Cristo, veio para que tivéssemos vida, e vida em abundância (Jo 10.10). Quem receber e praticar esta Palavra, experimentará e receberá muito vinho novo. Seus lagares transbordarão e sua vida será abundante e cheia de cor, sabor e alegria.

VINHO NOVO EM NOVAS MENTES

“Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: por que jejuamos nós, e os fariseus [muitas vezes], e teus discípulos não jejuam? Respondeu-lhes Jesus:
Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar. Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam” (Mateus 9.14-17)   

            Em o Novo Testamento, o vinho novo ganha um sentido mais profundo nos ensinamentos de Jesus.
Para os hebreus do Antigo Testamento, o vinho (literalmente falando) era um motivo de orgulho e satisfação. Tratava-se do resultado do plantio que faziam em sua própria terra, o que era sinônimo de vida digna e honrosa.
Porém, o próprio Davi, longe de suas vinhas, quando fugia de Absalão pôde dizer: “Mais ‘alegria’ me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho” (Sl 4.7). Este verso nos faz entender que a alegria gerada pelo vinho natural, é muito inferior à alegria que vem do Senhor, pois é espiritual.
Na nova aliança, inaugurada por Jesus, o vinho novo ganhou um sentido sobrenatural e espiritual.
O caráter sobrenatural do vinho novo
            Primeiramente, na festa de casamento em Caná, para a qual havia sido convidado, Jesus transforma água em vinho para não permitir que a alegria de um casamento acabasse. O 1° vinho servido no casamento, o vinho natural, acabou no meio da festa porque não era abundante (“E ... os lagares ‘transbordarão’ de vinho novo ... ” - Jl 2.24). O 2° vinho, o vinho novo de Jesus, era mais saboroso porque era sobrenatural.
O caráter sobrenatural do vinho novo faz dele o que de melhor podemos ter em nossas vidas. Nada, no mundo natural, pode ser melhor do que o Vinho Novo de Jesus.
A mente em foco (o caráter espiritual do vinho novo)
O segundo grande ensinamento que Jesus nos traz sobre o vinho novo está no texto base desta mensagem (Mt 9.14-17).
Respondendo a questão a cerca do jejum, Jesus fala sobre o vinho novo e sobre o odre novo. O pastor Éd René Kivitz explica esse texto com muita precisão: “As práticas piedosas (nessa passagem, o jejum é um exemplo desse tipo de prática), e as práticas religiosas devem ser resignificadas pela graça”.
Jesus é enfático em dizer que o jejum deve ser praticado somente depois que o noivo for tirado, ou seja, quando estiver vigorando plenamente a dispensação da graça. O verdadeiro jejum, em sua forma mais pura e agradável a Deus só pode acontecer depois que o indivíduo for salvo pela graça.
O jejum resignificado pela graça é um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, o qual Paulo também chama de culto racional. O que está em foco agora é a mente do homem. O apóstolo dos gentios prossegue o texto de Romanos 12.1-2 dizendo que o crente salvo pela graça (pois já no início do versículo 1, Paulo deixa claro que está falando com irmãos em Cristo) deve não se conformar com este mundo, mas transformar-se pela renovação do entendimento. Mais uma vez a mente é mencionada, e esta deve ser renovada para que possa experimentar o melhor de Deus. A mente renovada é o odre novo que está preparado para receber o delicioso vinho novo do Senhor. Somente uma mente renovada pode experimentar a maravilhosa vontade de Deus. O vinho novo, por sua vez, é essa boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Saborear o vinho novo de Deus é experimentar Sua boa, agradável e perfeita vontade.
Aquele que recebeu esse vinho novo, sabe o que é saborear uma vida abundante, boa e agradável em Cristo, pois para isso Ele nos foi enviado.
Deus tem bons planos para nós (Jr 29.11), e se formos transformados em odres novos, poderemos ver esses bons planos se realizando em nossas vidas. A alegria, o sabor e a cor da vida estão no vinho novo que Ele de bom grado nos oferece, esta é a Sua vontade. Ser feliz é desfrutar uma vida segundo o coração e o querer de Deus.
Não perca esse tempo, não fique fora da vontade do Senhor. Sonhe os sonhos de Cristo para você. Este é o tempo de Deus derramar vinho novo em novas mentes.

A todos, Graça e Paz!!!
Éder Billy Carvalho


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