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11 junho, 2011

FILEMOM: Amor e Comunhão na Vida Cristã



            O autor da carta é o apóstolo Paulo, e a expressão que ele usa para falar de si mesmo, “prisioneiro de Cristo”, já nos é bem conhecida. Preso, possivelmente em Roma, sua única forma de pastorear a causa abordada nesta carta (61 – 62 d.C) era escrevendo de próprio punho, devido à delicadeza do assunto.
            O principal destinatário é Filemom, provavelmente um homem de posição social elevada, residente de Colossos. São mencionados também, Áfia e Arquipo, bem como toda a congregação da casa de Filemom (subentende-se), o que também explica o fato de Filemom ser classificado pelo próprio Paulo como seu colaborador.
            É interessante notar no verso 4 (principalmente) que Filemom não é apontado de forma alguma como o vilão da história. Ele é alguém digno de ser lembrado nas orações de Paulo como motivo de gratidão a Deus.
            Temos um apóstolo, Paulo, temos Filemom, um senhor de um escravo fugitivo e convertido ao evangelho, e o próprio escravo, Onésimo.
Paulo escreve para interceder por Onésimo, para que este fosse recebido novamente como o filho pródigo da parábola de Jesus foi recebido de volta no lar. Mas Paulo não intercede por Onésimo dizendo que este é, de todo, vítima inocente, nem se dirige a Filemom como se ele fosse um carrasco. Onde será que ele (Paulo) quer chagar?

Amor, graça, igualdade e perdão
Paulo, numa época de cultura totalmente diferente da nossa - onde o senhorio de escravos era perfeitamente comum, iguala e nivela todos os personagens da história.
Nos versos 15 e 16, ele diz a Filemom que receba Onésimo “... não como escravo, antes,... como irmão caríssimo”, igualando um escravo a um homem livre e de alta posição social. No verso 17 ele diz “... como se fosse a mim mesmo”, igualando um apóstolo a um escravo.  

Esboço com interpretações e aplicações
Filemom: Amor e comunhão na vida cristã

I – Saudação (Fm 1: 1-3)
Cumplicidade entre irmãos e membros de uma só igreja em Cristo Jesus.
Paulo chama a atenção para o fato de serem todos servos de Deus, o que os torna cúmplices do mesmo compromisso de perdão, amor e comunhão.

II – Testemunho de oração e gratidão (vs 4-7)
Fé e amor para com Deus e todos os santos são motivos dignos de gratidão a Deus.
Aqui, as virtudes de Filemom estão sendo exaltadas, o que dará ainda mais força ao posterior apelo de Paulo.

III – Um apelo com base no amor (vs 8-11)
Paulo intercede por Onésimo sem fazer uso de “violência” moral, nem de autoridade religiosa e clerical.
O caminho do amor é sempre a melhor escolha.

IV – A empatia do apóstolo e a igualdade cristã (vs 12-17)
Deve haver comunhão entre os filhos de Deus.
Junto com Onésimo, vai o próprio coração de Paulo, expressão esta que nos revela a empatia do apóstolo com seu “filho” Onésimo.
Intercessão, portanto, é viver a causa do outro, chamando para si suas dores e dilemas, por amor.

V – Compaixão (vs 18-21)
Paulo se oferece para pagar a suposta dívida de Onésimo demonstrando verdadeira compaixão.
Chorar com os que choram é mais que discurso, é atitude de compaixão. Tomar as dores e sofrer junto ao próximo é o que se espera de um cristão que ama verdadeiramente.

VI – Amizade cristã (vs 22-25)
Mesmo em meio às diferenças e discussões de assuntos delicados, a amizade entre o escritor e os destinatários continua intacta. Paulo prenuncia, esperançosamente, uma visita. O prisioneiro de Cristo também manda “abraços” de outros amigos e faz suas próprias saudações e despedidas.
Podemos sim, articular situações “alheias” em prol de um bem maior, desde que estas situações sejam legítimas e usemos de delicadeza, sabedoria e amor para lidar com estas questões.

Conclusão
Resumir o quadro de toda a trama é possível com o seguinte versículo:
“Assim, se você me considera companheiro na fé, receba-o como se estivesse recebendo a mim” (v.17).
Paulo: companheiro de Filemom na fé, “pai de Onésimo”.
Filemom: “senhor” de Onésimo, irmão do mesmo, colaborador e companheiro de Paulo.
Onésimo: recebido por Filemom como se fosse o próprio Paulo, irmão caríssimo de Filemom.
Neste versículo, as diferentes posições sociais e eclesiásticas se encontram harmoniozamente. 

Paulo, Filemom e Onésimo, perfeitamente irmãos na fé em Cristo, O Senhor.

“... Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento... Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mt 22: 37-39)

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Éder Billy Carvalho... A todos, Graça e Paz!

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