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21 setembro, 2011

O Amor na Vida Cristã


A universalidade do amor



                O Bom samaritano é a prova de que nem todas as faces do amor podem ser vistas exclusivamente nos cristãos (Lc 10:25-37). O pastor Éd René Kivitz explica muito bem esta verdade (http://www.youtube.com/watch?v=TiaaBBoPS9s&feature=player_embedded). O exemplo do samaritano para os religiosos da época de Jesus, era como o exemplo de um Muçulmano para nós hoje. Jesus estava dizendo algo como:

                “Um pastor passou pelo caminho e não fez nada para ajudar o homem que estava quase morto na beira da estrada. Um padre também passou por ali, e da mesma forma, nada fez em favor do homem quase morto. Mas então, um muçulmano passou por ali, teve compaixão e piedade do homem. Aplicou remédio sobre suas feridas. Levou-o para um abrigo e pagou por sua estadia lá e por cuidados médicos. Depois voltou ao abrigo para pagar os gastos extras que o dono do estabelecimento tivera com o homem. E assim, o muçulmano salvou a vida e restaurou a dignidade do homem que quase morrera”.

A eternidade do amor

                Ao mesmo tempo, a bíblia revela que existem faces e dimensões do amor que somente um cristão pode demonstrar na terra. Isto porque Deus é amor (1 Jo 4:16), Deus é eterno e por tanto o amor é eterno. Ele disse: “...com amor eterno te amei...” (Jr 31:3). O cristão é aquele que ao nascer de novo recebe vida eterna, isso porque, a vida eterna que é Cristo (Jo 14:6), se lança para dentro do coração daquele que nasce de novo (Ap 3:20). Além disso, como Paulo nos ensina com muita clareza, o amor é fruto do Espírito (Gl 5:22).

                Este fato deveria nos fazer sentir a seriedade do que significa considerar-se cristão. Existem pessoas que não tem o Espírito Santo no coração, mas amam os necessitados muito mais do que muitos de nós que temos o Senhor Jesus dentro do nosso coração. O que está acontecendo?

O amor no Antigo Testamento    

Na interpretação de Jesus, o maior mandamento bíblico é o amor. Dele dependem a Lei e os Profetas. O amor é a essência de todo o Antigo Testamento (Mt 22:35-40).

O amor no Novo Testamento

Sendo o centro das escrituras, Cristo nos deixou um novo mandamento dizendo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13:34). Se a Lei já havia estabelecido o amor como mandamento, por que Jesus diz que seu mandamento de amor é novo? O que há de diferente entre os dois mandamentos? A diferença está na referência. O primeiro dizia, “ame ao próximo como a ti mesmo”. O novo diz, “ame ao próximo como Cristo o ama”.

É aí que surge a pergunta: “Como Jesus ama”? A resposta bíblica é simples: Ao ponto de amar e perdoar os inimigos (Lc 23:34). Ao ponto de dar sua vida (Ef 5:25; 1 Jo 3:16).

Mandamento e Amor não são incompatíveis?

Por que o mandamento de Cristo não é lei? Por que a lei exige que o indivíduo faça o que ele tem que fazer com suas próprias forças e recursos. Mas Jesus nos mandou amar, ao mesmo tempo em que garantiu que Ele próprio seria a fonte do nosso amor (Jo 15:9-10). 

E Por que o amor em obediência ao mandamento de Cristo não é legalismo? Porque a forma e modelo de amor apresentados são totalmente sinceros, puros, espontâneos e verdadeiros, pois o modelo de amor é o do próprio Jesus.

Jesus não nos amou por obrigação. Não havia uma Lei sobre ele ordenando-o a amar, pois a Lei nunca teve qualquer chance de apontar o dedo para ele. Mesmo sem ter a menor obrigação de nos amar, afinal, somos indignos e pecadores, ele nos amou. Ele simplesmente escolheu nos amar, ele quis que assim o fosse. Por isso, o mandamento de amor vindo dele, e exigindo de nós que o nosso amor seja como o dele, não pode ser legalismo.

O amor depois dos evangelhos:




Paulo: Amor como suprema e eterna virtude (1 Co 13). Amor como fruto do Espírito (Gl 5:22)

Hebreus: Amor como razão e essência do sacrifício perfeito de Cristo por nós. (Hb 10:12-17).

Tiago: Amor como conseqüência da fé revelada nas boas obras do cristão (Tg 2:26).

Pedro: Amor como base da comunhão e conduta de uma igreja que sofre (1 Pd 4:8; 1 Pd 1:6-7).

João: Amor como evidência de um cristianismo verdadeiro (1 Jo 4:7-8).

Judas: Amor como proteção contra os falsos profetas (Jd 1:21)     



O amor no princípio e no fim sem fim

                Quando entendemos que Deus é amor, entendemos que o amor é eterno e está presente na história desde o princípio. “No princípio era o verbo... No princípio Deus... (Jo 1:1; Gn 1:1).

Mas no fim, onde está o amor? Basta olhar para o livro do Apocalipse para enxergar o amor.

Para começar, o Apocalipse não é apenas uma revelação das ultimas coisas, mas uma revelação do próprio Cristo, e Cristo é amor. Seguindo, o próprio Senhor Jesus denuncia o abandono do amor por parte de Sua igreja em Éfeso. Sem amor, não há candelabro. E onde mais poderíamos encontrar tanto amor, senão na Nova Jerusalém onde se encerram as narrativas bíblicas, lugar de amor sem fim?

Maior que a fé, maior que a esperança, o amor jamais acaba. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. É preciso amar não como se fosse apenas preciso, mas como sincero desejo. Se não queremos ser como o nada, o como o bronze que soa, amemos de coração. Amemos... é tempo de amar! 
    
                                O amor de Deus é o nosso modelo (L. Smedes).

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