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10 novembro, 2011

O Evangelho em 7 frases: As 7 palavras da cruz



Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. (I Co 1.18)




INTRODUÇÃO

Seria muita ousadia, e até mesmo insensatez, querer formular sete frases que expressassem por completo toda a essência do evangelho de Jesus Cristo. Acredito que nenhum teólogo é capaz disso por uma simples razão: o evangelho não é outro senão o de Jesus Cristo. Portanto, ninguém além do próprio Senhor Jesus poderia pronunciar tais frases. E, para o nosso deleite, Ele o fez. Sofrendo tamanha tortura na cruz, Jesus (como homem) não teria condições e forças físicas para pregar um sermão extenso. Com muita dificuldade Ele pronunciou apenas sete frases curtas, e dentre outras razões, Jesus o fez para testemunho eterno na história e no universo diante de Deus e dos homens. Definitivamente, não podemos deixar de dar toda atenção ao que o Mestre nos falou no calvário. Tais palavras ganham significado ainda maior por terem sido pronunciadas no lugar que em si mesmo, em sua simbologia e especialmente por sua história, traz a essência do evangelho, a cruz.
A tradição refere-se às sete frases que Jesus pronunciou na cruz como “as sete palavras”. O apóstolo Paulo, em 1Co 1.18, fala da palavra da cruz como um todo, ou seja, ele refere-se ao conceito da cruz ea o teor de sua mensagem. Sem dúvida, fazendo uso das sete frases que Cristo pronunciou da própria cruz do calvário, teremos um significado muito amplo e forte do evangelho.
Com a ajuda da Bíblia em ordem cronológica[1] e através de uma simples e pessoal tentativa de buscar uma ordem didática para as sete palavras de Jesus na cruz, trabalharemos com a seguinte ordem: 1) “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, 2) “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”, 3) “Mulher, eis aí teu filho... eis aí tua mãe”, 4) “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, 5) “Tenho sede”, 6) “Está consumado”, e por fim, 7) “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Para cada frase apresentaremos um comentário. Vamos então a elas.

  
1- ... Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem... (Lc 23.34)

A palavra da cruz é loucura para os que se perdem, justamente porque eles não sabem o que fazem.  Olhando para os soldados romanos que lhe torturavam, para os judeus religiosos que lhe escarneciam e para todo o povo que apreciava o espetáculo, Jesus pede ao Pai que lhes perdoe os pecados.
O pecado nos cegou, alienando-nos (separando-nos) de Deus[2]. Não sabemos o que fazemos quando estamos no pecado. Exemplo claro disso pode ser encontrado na história do apóstolo Paulo. Antes de converter-se ao Senhor Jesus, quando ainda era conhecido como Saulo, ele perseguia intensa e violentamente a Jesus e sua Igreja, achando que estava agradando a Deus. Mas, “ao caírem as escamas de seus olhos”, ou seja, quando ele foi alcançado pela graça salvadora e libertadora do Senhor, Saulo se levantou para uma nova vida. Converteu-se radicalmente passando de perseguidor a seguidor de Jesus (At 9.1-20).
O brado divino de perdão ecoa da cruz. Para os homens alienados de Deus, contemporâneos de Jesus, a cruz era o triste fim de um candidato a Deus, pois para eles, Jesus não era Deus – e o fato de Ele ter sido condenado à cruz era uma confirmação disso. Portanto era loucura ser perdoado por um homem não-Deus que merecia uma vergonhosa morte de cruz. Mas para nós que somos salvos, e que saímos do estado de alienação (separação) de Deus, a palavra da cruz é poder de Deus, porque sabemos que Cristo é Deus, mas também, homem. Os “deuses” dos pagãos jamais descem do seu “sagrado e altíssimo pedestal”, comparando-se aos mortais humanos. Mas o nosso Deus, e Ele só, é “tão Deus” que é capaz de fazer-se homem sem deixar de ser Deus. A palavra da cruz é poderosa ao ponto de ser divina mesmo saindo dos lábios de um humano. Sobre isso, John Stott diz:

Podemos compreender por que a mensagem da cruz que Paulo pregava era "loucura" para muitos (1Co 1.18,23). Como poderia uma pessoa de mente sadia adorar como deus um homem morto, justamente condenado como criminoso e submetido à forma mais humilhante de execução? Essa combinação de morte, crime e vergonha colocava-o muito além do respeito, sem falar da adoração. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito aquele que for pendurado em madeiro" (Gl 3.13; Dt 21.23). E Pedro escreveu: "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (1Pd 2.24)[3].

Este verso (Lc 23.34) é a expressão da misericórdia do Senhor, pois o perdão do Senhor impede que recebamos a condenação que merecemos por sermos pecadores. O evangelho de Jesus Cristo traz consigo a proclamação da misericórdia de Deus e de Seu perdão. Ao anunciar o perdão, o evangelho denuncia também, automaticamente o nosso pecado e nossa condição de alienação, afinal, não seria necessário perdão se não houvesse pecado. Evangelho que não denuncia o pecado e não apresenta o arrependimento como porta de escape não é evangelho. Desde o Jardim do Éden tínhamos uma dívida para com Deus. Nosso pecado nos separou do Santo Criador e trouxe sobre nós a condenação da morte e do inferno. Mas Deus, por Seu amor eterno resolveu nos salvar e nos oferecer perdão em Cristo Jesus através da obra redentora da cruz do calvário. Graças a Deus que enviou Seu Filho ao mundo para buscar e salvar o que se havia perdido: eu e você.  

2- ... Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23.43) 

Jesus perdoou o ladrão da cruz sem fazer um interrogatório sobre seu passado. Vendo o seu verdadeiro arrependimento, Cristo simplesmente o perdoou e salvou, garantindo-lhe a entrada no paraíso. Se a frase anterior falava mais diretamente da misericórdia de Deus, esta frase fala de Sua graça. A graça traz, de Deus para nós, bênçãos eternas às quais jamais fizemos por merecer. O evangelho não oferece apenas o perdão para o nosso pecado, mas a eternidade livre dele, e o paraíso preparado para os santos. Sim, o céu é real, e o melhor dele é que Deus está lá, totalmente visível, tangível, acessível!
Sabemos também que o que “é” evoca o que “não é”. Se existe céu, existe inferno. Apenas um dos ladrões da cruz arrependeu-se e clamou pela salvação, e apenas este ouviu de Cristo a garantia de que estaria eternamente com o Senhor no paraíso. Estar diante do Senhor da salvação e não fazer o mesmo é dar-lhe as costas. Os que rejeitam Jesus atraem a condenação eterna sobre si, automaticamente. O inferno aguarda os pecadores não arrependidos, escarnecedores, inimigos da cruz. A Palavra e o evangelho da cruz proclamam a misericórdia e a graça, o inferno e o céu.

3- Vendo Jesus sua mãe, e junto a ela, o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. (Jo 19.26-27)

Este verso nos apresenta a realidade de que Jesus era 100% homem e 100% Deus. O evangelista que está narrando este episódio pôde referir-se a Maria como mãe de Jesus respaldado pela realidade de que Jesus era homem, e como tal, Maria era sua mãe. Por outro lado, como Deus, Jesus pôde dizer a Maria que ela seria agora mãe de seu discípulo amado, João.
Jesus não está fora, mas está para muito além dos laços familiares humanos. Ele é o Verbo eterno que estava com Deus no princípio. Ele é o criador de tudo e sem Ele nada do que foi feito se fez (Jo 1.3), inclusive Maria. Sim, muito antes de ser gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria como o Verbo encarnado, Jesus é o grande “EU SOU” que criou tudo e também criou a própria Maria, que a despeito disso, sem dúvida é agraciada e bendita entre as mulheres (Lc 1.28).
Cristo revelou sua compaixão e amor pela família ao pedir que o discípulo amado cuidasse da viúva Maria, e com isso somos desafiados a também exercer compaixão. O Mestre não poderia ter escolhido pessoa melhor para cuidar de Maria. “Os irmãos de Jesus até esse momento ainda não lhe eram simpáticos, e então ele não podia lhes confiar este cuidado nesta hora triste. Talvez nem estivessem em Jerusalém na ocasião”[4]. O amor pelo próximo e o cuidado com a família fazem parte da loucura da palavra da cruz. Para uma sociedade corrompida e sem Deus, o divórcio, o homossexualismo, a terceirização da educação dos filhos e o individualismo são normais. Porém, para a igreja de Jesus essas coisas devem ser chamadas de pecado. Andar na contramão do mundo não é jogar toda a cultura do meio em que vivemos no lixo. Parte da cultura do nosso meio é pecaminosa, mas nem toda. A melhor forma de viver na contramão do mundo e em harmonia com os princípios e requisitos de Deus é amar. O amor cristão, no seu sentido mais profundo e com todas as suas implicações, é uma grande loucura para os que se perdem, mas para nós que somos salvos, é o poder de Deus para a cura do pecado, do egoísmo e do mal.
O grande ensinamento aqui é: Cristo é maior, incomparável e eterno. Ele é Deus!  

4- ... Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt 27.46 – Sl 22.1)

Ao pronunciar esta frase, Jesus fez uma citação do primeiro verso do Salmo 22, atribuído ao rei Davi. Seguindo a linha de interpretação de Bonhoeffer, podemos dizer que Cristo não repetiu as palavras do salmista Davi, simplesmente, mas repetiu Suas próprias palavras, pois foi Ele mesmo (o Messias) que as disse pelo Espírito Santo através de Davi.

Segundo o testemunho da Bíblia, Davi, o rei ungido do povo eleito de Deus, prefigura Jesus Cristo. O que lhe sucede acontece por causa daquele que está nele e que descenderá dele, Jesus Cristo. Isto não lhe era segredo, pois ‘sendo profeta, e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono; prevendo este evento, referiu-se à ressurreição de Cristo’ (At 2.30s). Davi foi uma testemunha de Cristo em seu ministério, em sua vida, em suas palavras. O Novo Testamento diz ainda mais. Através dos salmos de Davi já fala o Cristo prometido (Hb 2.12;10,5) ou, como também é dito, o Espírito Santo (Hb 3.7). Portanto, as mesmas palavras de Davi são palavras do Messias vindouro. As orações de Davi foram oradas com Cristo ou, melhor, Cristo mesmo as orou através daquele que o precedeu[5].

A palavra da cruz é loucura para os que se perdem porque é inconcebível a atitude de um Pai que entrega seu próprio filho à dor e à morte. Mas foi exatamente isso que aconteceu. Deus amou o mundo (eu, você e todos) de uma maneira tão grande e inexplicável, que deu o Seu Filho Unigênito (Jesus) para morrer na cruz por nossos pecados (Jo 3.16). O Pai celestial teve que, momentaneamente, desamparar o Filho (por causa dos pecados de toda humanidade que se acumularam sobre Jesus naquela hora) para que jamais tivesse que nos desamparar, porque somente o Seu Filho Unigênito poderia suportar o desamparo de Deus.

A escuridão sobrenatural, que durou do meio-dia até as três da tarde, intensifica a desolação, que atinge a maior profundidade quando Jesus, feito “pecado” em lugar do homem, experimentou em todo o seu horror a separação de Deus que o pecado produz, e brada, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? [6]

Se a primeira frase revela o amor do Filho pela humanidade, esta revela o amor de Deus Pai por nós. A cruz não foi um sacrifício de apenas uma das pessoas divinas da trindade isolada das demais. A salvação é obra do Deus trino.

5- ... Tenho sede (Jo 19.28 – Sl 68.21)

Na frase anterior, Jesus pronunciou o Salmo 22.1 para que se revela-se que o pecado da humanidade o separou do Santo Pai enquanto esteve na cruz. Agora o Messias cita o Salmo 68.21 para denunciar que o desamparo dos homens veio de maneira cruel e não movido pelo amor. Deram-lhe vinagre quando ele pediu água. Ele curou, alimentou e libertou milhares de pessoas, chegando ao ponto de doar sua própria vida por amor a elas. E quando Ele precisou apenas de um simples gole de água, ou meramente algumas gotas, deram-lhe vinagre. Mas, ao dizer tais palavras, cumpriu-se a Escritura, que não pode falhar.
Sendo 100% homem e 100% Deus, Jesus vivia entre a tensão da eternidade com finitude, do espontâneo com o pré-determinado, do perfeito com o imperfeito. Estando cravado em uma cruz e exposto ao sol escaldante da palestina, obviamente estava desidratado e por isso clamou dizendo “Tenho sede”. Ao mesmo tempo, consciente de sua divindade e missão, foi para cumprir a Escritura que Ele disse tais palavras. Se os soldados que sortearam suas roupas não faziam a menor idéia de que estavam cumprindo as profecias, Jesus sabia exatamente o que estava fazendo ao falar de sua sede. Verdadeiramente o Mestre conhecia o caráter perfeito da Escritura que não é anulada nem diante da ignorância e espontaneidade das pessoas e dos fatos, quanto diante da consciência e cumplicidade humana.
O nosso Senhor sofreu a dor fisiológica, a dor emocional e a dor espiritual. Ele como ninguém conhece nossa estrutura e sabe que somos pó (Sl 103.14), por isso pode compadecer-se de nós, tendo sido tentado em tudo – mas sem jamais ter cedido ao pecado (Hb 4.15). Ele foi desamparado por Deus e pelos homens, por isso, com propriedade, pôde dizer (como o Messias): “Eu, sozinho, pisei no lagar” (Is 63.3). O Pai precisou e quis, por amor da humanidade, desamparar o Filho entregando-o ao desamparo dos homens. Mas não podemos nos esquecer que o próprio Jesus quis isso tanto quanto o Pai. Ele não foi obrigado a nada. Como já dissemos, a obra plena da salvação é iniciativa total e apaixonada da trindade santa.
“O Pai me ama porque eu dou a minha vida para recebê-la outra vez. Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha própria vontade...” (Jo 10.17-18 – NTLH).

6- ... Está consumado! (Jo 19.30)

Nestas palavras Jesus deixa claro que Sua obra está completa, está consumada, e não precisa de nossos acréscimos. O evangelho não deve ser adulterado em hipótese alguma, e de maneira alguma. Esta frase nos revela que o evangelho é pleno. Tudo o que a humanidade necessita para reconciliar-se com Deus já foi providenciado por Cristo. A cruz foi a pena que grafou o ponto final da história da salvação. É evidente que a salvação continua acontecendo, mas ela não está se modificando. Ela não precisa evoluir, pois sua perfeição é eterna e expressou sua plenitude na cruz do calvário. De maneira inquestionável e soberana o Senhor fez tudo o que tinha de ser feito, e não ficou devendo nada a ninguém. Nestas palavras Jesus está direcionando nossos pensamentos para toda a Escritura (Lei e Profetas) e principalmente para toda a sua própria vida e obra na terra. As sete palavras não trazem diretamente todo o conteúdo do evangelho, obviamente, mas pressupõem e dialogam com todas as interfaces e verdades deste conteúdo. Não ficou nada para trás, tudo foi cumprido e feito. Está pronto e acabado, perfeito e consumado. Quanto a nós, só restou a fé.

7- Então Jesus clamou em alta voz: Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito! (Lc 23.46)

Aqueles que estão no caminho da perdição, se não forem salvos, não poderão entregar o espírito a Deus. Em contrapartida, os salvos terão o espírito seguro nas mãos de Deus, mesmo após a morte, pois seu destino é o céu. A certeza de salvação é para nós, os que cremos no Senhor Jesus Cristo. Isso também revela que a fé é o que nos relaciona com o evangelho. Jesus demonstrou fé na imortalidade[7] e na segurança de sua vida nas mãos de Deus, o Pai. Os que se perdem, enquanto continuarem se perdendo, terão, com razão, medo da morte. Os discípulos de Jesus herdam do Senhor a mesma confiança e certeza diante da morte e do porvir. Isto é tão verdadeiro que, Estevão, em seus últimos suspiros de vida usou palavras muito similares às de Jesus: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” (At 7.59).
A vida do cristão é uma vida de entrega. A renúncia é parte inseparável da mensagem da cruz. “Aquele que quiser me seguir, deve pôr de lado seus próprios desejos e carregar sua cruz cada dia, e me acompanhar” (Lc 9.23 – NBV). Se nossa vida não for uma vida de entrega, não passará de hipocrisia. Vida de entrega é vida consagrada inteiramente ao Senhor. Pensamentos, sentimentos, forças físicas, tudo a serviço do Senhor e Seu Reino. Um verdadeiro e autêntico cristão vive para a glória de Deus – em tudo e em cada detalhe de sua vida. Somos discípulos daquele que entregou seu espírito a Deus na cruz. A dimensão profunda do ser humano e que está intimamente ligada a todo o seu ser é o espírito. O Pai procura pessoas que o adorem em espírito e em verdade, pois Ele (O Pai) é Espírito. A cruz precede a entrega última. É somente pela cruz que poderemos alcançar o destino de um verdadeiro cristão.


CONCLUSÃO

“As sete palavras” proclamam a misericórdia e a graça do Senhor para com os homens. Elas retratam a humanidade e a divindade de Cristo em um cenário de densas trevas e pecado, como uma luz insistente no seu brilhar. O céu e o inferno são uma realidade revelada pelo Cristo. O amor pelo próximo, pela família, e o cuidado para com os fragilizados não foram esquecidos pelo Mestre.
O sofrimento e o dilema divino da justiça e amor são contrastados com a indiferença e perversidade dos homens. A história não desiste de ser contada mesmo quando tudo parece perdido, até o ponto de o Salvador poder dizer “está consumado”, entregando-se ao Pai.
Em fim, a cruz não é menos que o início, a provisão e o caminho para a eternidade. Na moldura do calvário estão retratados o bem e o mal, o ódio e o amor, a luz e as trevas, a vergonha e a honra. Não é por menos que a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós que somos salvos, é o poder de Deus.


[1] A Bíblia em ordem cronológica: nova versão internacional / edição autorizada da obra de Edward Reese (org.). São Paulo: Editora Vida, 2003.
[2] Sigo o conceito de “pecado” como “alienação de Deus” apresentado por Ênio R. Mueller em sua obra: Caminhos de Reconciliação: a mensagem da Bíblia.  Joinville: Grafar, 2010.
[3] STOTT, John. A cruz de Cristo. São Paulo: Editora Vida, 2006. p. 9.
[4] BRUCE, F.F. João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1987. p.317.
[5] BONHOEFFER, Dietrich. Orando com os Salmos. Curitiba: Editora Encontrão, 1995. p. 18.
[6] TASKER, R.V.G. Mateus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980. p.211.
[7] CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo: volume II – Lucas e João. São Paulo: Milenium, 1979. p.232.                

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